José Leitão de Barros, o megalómano ingénuo?

Família do jornalista, cineasta, encenador e criador de eventos públicos que marcaram uma época no Estado Novo doou o seu espólio à Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian. É a oportunidade para escavar e entender melhor quem foi esta figura poliédrica para lá da imagem feita do homem que inventou as marchas e os cortejos populares e realizou Maria Papoila.

Foto
Espólio Leitão de Barros

Poderá parecer uma extrapolação forçada, mas não deixa de ser curioso que o catálogo com que a Cinemateca Portuguesa documentou a retrospectiva dedicada a José Leitão de Barros (1896-1967) no Teatro São Luiz, em Lisboa, em Maio de 1982, apresente uma capa em branco, apenas atravessada pela assinatura do autor de Maria do Mar (1930). Terá sido pela ausência de (partes de) alguns dos seus filmes, então incompletos ou considerados desaparecidos, ou pela dificuldade em identificar numa imagem – ou no fotograma de uma das suas fitas – a identidade dessa “personalidade multifacetada de artista que, com maior coerência, assistiu durante décadas à ascensão e decadência do Estado Novo”, como então escreveu o historiador de cinema José de Matos-Cruz?

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