Ibiza monta equipa de “turistas infiltrados” para controlar festas ilegais

Ilha tem incidência de 1833 casos por 100 mil habitantes. Autoridades culpam festas ilegais pela situação sanitária na ilha.

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MANUEL ROBERTO / PUBLICO

Frequentar festas ilegais em Ibiza enquanto ajuda a polícia espanhola a controlar o cumprimento das medidas sanitárias: apesar de poderem parecer, à primeira vista, duas ideias completamente antagónicas, a verdade é que deixarão brevemente de o ser.

As autoridades estão a montar uma equipa de turistas que vão servir como “agentes infiltrados” na ilha. O objectivo passa por sinalizar estas festas ilegais junto da polícia, de modo a agilizar a intervenção das autoridades e a punição dos responsáveis.

“Tenho a certeza que estará em funcionamento este Verão. É uma necessidade a salvaguarda da situação de Saúde em Ibiza. Festas ilegais são não só um risco de ordem pública, como sempre foram, mas agora são também um risco sanitário”, explica Mariano Juan, vice-presidente do Conselho Insular de Ibiza, em declarações ao Periódico de Ibiza

A ideia surge num momento em que a ilha, conhecida pela animada vida nocturna que atrai milhões de turistas anualmente, enfrenta uma nova vaga do vírus. A incidência acumulada a 14 dias está nos 1833,7 casos por 100 mil habitantes, de acordo com a informação das autoridades de saúde. A positividade ultrapassa os 20%.

Multas pesadas para os promotores de festas, restrições e limitações não foram suficientes para colocar um ponto final nos ajuntamentos. Muitos moveram-se para o interior de residências privadas, algo que dificulta a acção da polícia.

Mariano Juan diz que os responsáveis locais estão em diálogos com empresas que podem fornecer este serviço de monitorização, mas as condições não são fáceis. “Não é fácil vir a Ibiza e encontrar alojamento. Temos de encontrar um perfil muito específico para estes ‘infiltrados’ e pagar pelas viagens deles. Mas já estamos a trabalhar nisso, portanto diria que [essa equipa] estará a funcionar brevemente”, garante o vice-presidente.