Xander Schauffele conquista ouro olímpico no golfe

Norte-americano vence em Tóquio; eslovaco Rory Sabbatini fica com a prata e C. T. Pan, de Taiwan, com o bronze.

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Xander Schauffele trinca a medalha de ouro. O actual n.º 5 mundial foi o grande vencedor em Tóquio © JOT

Em nome do seu país, os EUA, sim, mas também da sua família, Xander Schauffele venceu hoje a prova olímpica masculina de golfe, que decorreu no Kasumigaseki Country Club, em Saitama, nos arredores de Tóquio. 

O seu bisavô, Richard, era um campeão alemão de atletismo antes de ser afastado dos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, devido a uma lesão num ombro. O seu pai, Stefan, era um decatleta e estava prestes a qualificar-se para os Jogos quando em 1986 perdeu a visão do olho esquerdo após ser atingido por um condutor embriagado. 

O ouro olímpico conquistado por Xander – nascido em San Diego, Califórnia, em 1993 (tem hoje 27 anos) – vem assim carregado de simbolismo, tanto mais que o seu pai é desde sempre o seu treinador de golfe. 

Depois de começar o torneio olímpico com uma volta de 68 pancadas, 3 abaixo do Par 71, o n.º 5 do ranking mundial assumiu o comando na segunda jornada com um 63 – e não mais largou o topo. Resultados subsequentes de 68-67, para um total de 266 (-18), deram-lhe o triunfo com a vantagem mínima sobre o eslovaco de origem sul-africana Rory Sabbatini, que marcou 61 a fechar para dar um grande pulo na tabela ficar com a medalha de prata. 

Pelo bronze foi necessário recorrer a um play-off com nada menos do que sete jogadores, todos empatados no terceiro lugar com 269 (-15). Um desempate que foi ganho por C.T. Pan, de Taiwan. 

Os outros participantes no play-off foram o norte-americano Collin Morikawa, o norte-irlandês Rory McIlroy, o chileno Mito Pereira, o colombiano Sebastián Muñoz, o inglês Paul Casey e o japonês Hideki Matsuyama. 

"É especial”, disse Schauffele. “Quer dizer, é tão diferente para nós, que estamos acostumados a jogar por dinheiro e a jogar num calendário normal. Os Jogos Olímpicos acontecem a cada quatro anos e é uma sensação diferente. Envergamos as cores do nosso país e todos tentam representá-lo o melhor que podem. Foi um grande orgulho para mim. 

Nos Jogos de 2016 no Rio de Janeiro, que assinalaram o regresso do golfe à cena olímpica após uma ausência de 112 anos, os medalhados tinham sido o inglês Justin Rose (ouro), o sueco Henrik Stenson (prata) e o norte-americano Matt Kuchar (bronze). Todos eles ausentes de Tóquio. 

A competição feminina começa a 4 de  Agosto.

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