Piratagem

As razões do e-reader e as da ausência de um código na edição impressa que possibilite o acesso à versão digital do PÚBLICO.

A História é um imenso cemitério de resistências à mudança, sobretudo nos planos da ciência e da técnica. Da Terra a girar em torno do Sol até às modernas vacinas, essas resistências foram outros tantos combates perdidos. Porque é que alguns leitores do PÚBLICO, incluindo o provedor, haviam de escapar a essa espécie de fatalidade? Do jornal comprado no quiosque, que tão deliciosamente nos sujava as mãos com tinta fresca, tivemos de mudar e de nos adaptar ao jornal digital. Mas guardávamos um pé no formato antigo, porque sempre podíamos “folhear” o PDF da edição impressa no computador. Ora, eis que o PÚBLICO muda mais uma vez, e agora temos de “deslizar” o jornal com o e-reader, numa espécie de divórcio litigioso dos usos e costumes que tínhamos acabado de adquirir com tanto custo!