Morreram 57 pessoas com vacinação completa desde Janeiro em Portugal, mas risco de morte é (até) seis vezes inferior

Pessoas com vacinação completa têm risco de hospitalização três a nove vezes inferior.

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A maioria dos doentes (68%) em unidades de cuidados intensivos na semana de 28 de Junho a 4 de Julho ainda não tinha recebido qualquer dose da vacina Paulo Pimenta

Nos últimos seis meses (de 11 de Janeiro a 10 de Julho) morreram 57 pessoas de covid-19 que já tinham vacinação completa, sendo que nenhuma abaixo dos 50 anos com as duas doses da vacina morreu no país neste mesmo período. Os números enviados pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) ao PÚBLICO indicam que a inoculação reduz, entre três a seis vezes, o risco de morte por covid-19.

Dos 57 óbitos registados desde Janeiro, 82% (47) ocorreram em idosos com 80 ou mais anos de idade, 14% (8) em pessoas com idade compreendida entre os 65 e os 79 anos e, por último, 4% (2) em pessoas entre os 50 e os 64 anos.

A queda no número de óbitos provocados por covid-19 nos últimos meses é clara e está intimamente relacionada com a chegada da protecção concedida pela vacina a milhões de portugueses. De acordo com a DGS, 107 pessoas com vacinação completa foram internadas nos últimos seis meses, mas a maioria dos doentes (68%) em unidades de cuidados intensivos na semana de 28 de Junho a 4 de Julho ainda não tinha recebido qualquer dose da vacina.

O número diário de mortes por covid-19 desceu substancialmente nos últimos meses. Também o número de internamentos e doentes em cuidados intensivos sofreu uma redução. De acordo com a DGS, as pessoas com esquema vacinal completo têm um risco de hospitalização três a nove vezes inferior em comparação com pessoas não vacinadas.

“Estes resultados demonstram a protecção da vacinação completa contra a covid-19 para a doença grave e morte, e são complementados pelos dados de efectividade do INSA que demonstram a protecção da vacinação contra a infecção por SARS-CoV-2”, escreve a DGS.

Uma estimativa do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) aponta que a vacina poderá ter evitado, desde Maio, aproximadamente 700 mortes.