Teddy Riner falhou o objectivo do “tri” olímpico no judo - ficou com o bronze

Francês foi batido nos quartos-de-final da prova de +100kg, mas ainda somou uma quarta medalha olímpica.

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EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON

Aos 32 anos, Teddy Riner entrou no Budokan, em Tóquio, com um objectivo claro: conquistar a terceira medalha de ouro no judo. Completar um “tri” improvável que só por uma vez foi alcançado na história olímpica. Mas acabou por deixar a missão a meio, ao ser surpreendido por um atleta russo, e teve de contentar-se com o bronze.

O currículo é assustador: 10 vezes campeão mundial e bicampeão olímpico, Riner, um “monstro” do judo, entrou no tatami para a prova de +100kg com o natural favoritismo que decorre do seu palmarés. E bateu o austríaco Stephen Hegyi sem grande dificuldade no combate de estreia, com um ippon.

Diante do israelita Or Sasson, no teste seguinte, o triunfo não foi tão estrondoso (ganhou por waza-ari), mas foi mais do que suficiente para ir cimentando o estatuto de favorito, apesar de ter chegado a estes Jogos no 16.º lugar do ranking - muito graças à escassa presença em competições nos últimos meses.

Nos quartos-de-final, porém, chegava a surpresa. Tamerlan Bashaev, líder mundial da categoria, manteve o combate equilibrado até ao golden score, altura em que conseguiu um waza-ari que acabou com as esperanças de Riner de igualar o japonês Tadahiro Nomura (-60 kg), campeão olímpico em Atlanta96Sydney2000 e Atenas2004.

"Não foi o resultado desejado, mas ainda há uma medalha olímpica a conquistar”, escreveu o francês nas redes sociais. Ele, que tinha batido o russo Bashaev no Masters de Doha, estava determinado a minimizar estragos. E a juntar mais uma medalha às conquistadas no Rio2016 (ouro), em Londres2012 (ouro) e em Pequim2008 (bronze).

Nas repescagens, bateu o brasileiro Rafael Silva por ippon e, no combate pelo bronze, foi o único a atacar constantemente. De tal forma que, apesar da resistência do japonês Hisayoshi Harasawa, ganhou mesmo no golden score por uma tripla penalização (falta de combatividade) aplicada ao adversário. Não era a medalha que queria, mas é mais uma para a mini-galeria olímpica que terá em casa.