‘Marquise’ de Ronaldo: ou legaliza ou manda abaixo

Estrutura no topo do edifício da Rua Castilho está ilegal e o futebolista tem 15 dias para a demolir, a menos que entre com um procedimento de legalização na Câmara de Lisboa.

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Reuters/SERGIO PEREZ

Confirma-se: o anexo que existe na cobertura do apartamento de Cristiano Ronaldo em Lisboa foi construído ilegalmente e agora há duas hipóteses – ou vai abaixo ou é legalizado.

Os serviços de fiscalização da Câmara de Lisboa deslocaram-se ao local no princípio deste mês e concluíram que o acrescento está “em desconformidade com as telas finais do projecto aprovado” e foi feito “sem autorização”. É a autarquia que o confirma ao PÚBLICO depois de o Correio da Manhã ter denunciado o caso e de ter dado conta, na edição desta quinta, do seu desfecho.

Desfecho que poderá não o ser. Apesar de agora estar ilegal, a ‘marquise’ pode ainda ser legalizada se o futebolista requerer audiência de interessados e apresentar um procedimento específico para o efeito nos próximos 30 dias.

Para já decorre um prazo de 15 dias, que começou a 21 de Julho, para que Ronaldo mande o anexo abaixo. Foi nessa data que dos Paços do Concelho saiu uma notificação que obriga “à reposição da legalidade urbanística”, esclarece a autarquia. Ou seja, “a repor as condições existentes antes da execução dos trabalhos verificados agora pela vistoria”.

O caso da ‘marquise’ de Ronaldo – que é na verdade uma estrutura envidraçada junto à piscina no topo do edifício – suscitou uma reacção crítica do arquitecto José Mateus, que desenhou a transformação do prédio no empreendimento Castilho 203. Condenando o “desrespeito e a conspurcação de forma ignóbil” do seu trabalho, anunciou que não ia “assistir parado” à situação. Segundo a câmara, José Mateus acompanhou os fiscais na sua vistoria.