Barcos com tripulação cubano-americana partem de Miami para apoiar protestos em Cuba

Eram para ser centenas, mas ficou-se por uma flotilha de cinco navios que ficará a apenas 15 milhas náuticas de Havana. Governo cubano pede “seriedade” para evitar incidentes.

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Flotilha de cinco navios partiu do cais da Bayside Marina, em Miami CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH/EPA

Uma flotilha de cinco navios com tripulação cubano-americana partiu esta sexta-feira de Miami com destino a Cuba, num gesto de apoio aos cubanos que se manifestaram contra o Governo da ilha.

Segundo a cadeia de televisão CBS, os cinco navios saíram do cais da Bayside Marina com a intenção de reabastecer em Key West, Florida, e estabelecer contacto com a Guarda Costeira dos Estados Unidos antes de iniciar a sua viagem, que os deixará a apenas 15 milhas náuticas de Havana.

Uma vez lá chegados, os barcos vão desligar os motores, mas terão que corrigir a posição a cada 15 minutos, de acordo com o plano divulgado nas redes sociais.

O capitão Adam Chamie, da Guarda Costeira, confirmou que a viagem está dentro da lei, desde que os navios não entrem em águas territoriais cubanas, embora tenha pedido aos marinheiros para estarem atentos a possíveis intempéries.

“O que pode parecer um mar calmo a partir da costa pode parecer muito diferente quando estamos a 50 milhas náuticas de terra”, alertou Chamie, em declarações à CBS.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) reiterou que é necessária uma autorização para entrar em águas cubanas e quem violar essa regra poderá ser condenado a dez anos de prisão, multa de 25 mil dólares (21 mil euros) por dia e confisco do navio.

A partida da flotilha estava marcada para segunda-feira, mas foi adiada para esta sexta-feira. Originalmente, era esperada a participação de uma centena de barcos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, pediu ao governo dos Estados Unidos que “aja com seriedade” para evitar incidentes relacionados com a flotilha “que não sejam do interesse de nenhuma das partes”.