Regresso de comerciantes ao Bolhão apoiado com 2,13 milhões

Câmara do Porto vai apoiar os comerciantes históricos na realização de obras de adaptação dos espaços no renovado Bolhão. Data de reabertura continua a ser desconhecida.

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O Bolhão está em obras desde Maio de 2018 Nelson Garrido

Os comerciantes históricos do Mercado do Bolhão vão contar com um apoio municipal de 2,13 milhões de euros para realizar obras de adaptação dos espaços no interior e exterior do novo edifício. A proposta da Câmara do Porto vai ser votada na próxima reunião do executivo, na segunda-feira.

O município deve “fixar um valor a liquidar aos citados comerciantes [os históricos] - titulares de licenças de ocupação de espaços de restaurante e titulares de contratos de arrendamento de lojas no exterior - apoiando, desta forma, as despesas inerentes ao seu regresso aos novos espaços”, refere a proposta consultada pelo PÚBLICO.

Os espaços atribuídos aos 62 comerciantes e 26 inquilinos que vão regressar ao mercado histórico da cidade deverão ser “entregues antecipadamente, em relação à data prevista para a abertura ao público do Mercado, por forma a permitir a realização de obras de adaptação à actividade que aí continuará a desenvolvida”, refere ainda a proposta do executivo maioritário de Rui Moreira.

O Bolhão está em obras desde Maio de 2018, altura em que os comerciantes transitaram para o mercado temporário, a poucos minutos do original. A reabertura esteve prevista para Maio de 2020, mas em Dezembro de 2019 o autarca do Porto convocou os jornalistas para anunciar um atraso de um ano causado por uma alteração do “método construtivo” da “obra de relojoaria”.

O mercado continua ainda em obras - parte da fachada pôde ser vista esta semana, depois da retirada de um painel que a tapava - mas numa Assembleia Municipal de Fevereiro deste ano Rui Moreira garantia que a empreitada deveria ficar concluída durante o segundo semestre deste ano.

Além dos comerciantes históricos vão também ocupar o renovado espaço novos inquilinos, que tiveram de concorrer a concursos públicos para atribuição de lugares. Dos 60 espaços apenas 34 estão já atribuídos. Mantendo a sua vocação de mercado de frescos no piso térreo, o novo Bolhão vai ter restaurante e zonas polivalentes no piso superior, com acesso à estação de metro, elevadores e uma nova zona técnica no subsolo.