Nova tentativa para conseguir formar Governo no Líbano marcada para 26 de Julho

Presidente Michel Aoun vai ouvir os partidos com assento parlamentar para nomear um novo primeiro-ministro, depois da demissão de Saad Hariri, que passou nove meses a tentar conseguir uma maioria para governar sem sucesso.

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Saad Hariri, nomeado em Outubro, demitiu-se a 15 de Julho DALATI NOHRA/Reuters

O Presidente libanês, Michel Aoun, vai iniciar a 26 de Julho conversações para nomear um novo primeiro-ministro encarregado de formar governo, depois de Saad Hariri se ter mostrado incapaz de conseguir um acordo e ter apresentado a sua demissão na semana passada.

A notícia foi avançada pela Presidência libanesa na conta oficial no Twitter, referindo que a 26 de Julho começariam “as consultas parlamentares para nomear o primeiro-ministro”, acrescentando que publicará “em breve” um calendário mais detalhado dos procedimentos.

A Constituição libanesa exige ao Presidente que convoque um dia de consultas com todos os partidos com representação parlamentar para que estes apresentem o seu candidato, sendo que entre os favoritos figuram os ex-primeiros-ministros Nayib Mikati e Tamam Salam.

Segundo o diário libanês Daily Star, Mikati estaria em vantagem pela sua proximidade ao Movimento Al-Mustaqbal de Hariri e pelo apoio do bloco do presidente do Parlamento, Nabih Berri, assim como independentes e deputados do Partido Socialista Progressista.

Hariri apresentou a demissão a 15 de Julho, cerca de nove meses depois de ter sido nomeado para o cargo, ao ser incapaz de formar Governo devido à sua relação tensa com o Presidente. Os dois acusaram-se mutuamente de bloquear o processo.

O político sunita foi nomeado primeiro-ministro em Outubro de 2020, quase um ano depois de se demitir do cargo, junto com o seu Governo, por causa das manifestações nacionais contra o executivo por causa da crise económica. Voltaria a ser nomeado depois de Hassan Diab se ter demitido por causa dos protestos depois das explosões no porto de Beirute, que provocaram mais de duas centenas de mortos e enormes danos materiais na capital libanesa.