Na ARCOMadrid, o desejo de ver é mais forte do que o vírus

A participação das galerias portuguesas na ARCOMadrid encontrou uma feira internacional animada pelo regresso ao físico, ao lugar mundano das obras e da arte. E investiu na apresentação dos artistas portugueses. Com optimismo, confiança e diversidade. E várias obras inéditas.

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Jorge Queiroz representado pela galeria Bruno Múrias cortesia ARCOMadrid
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Nuno Sousa Vieira pela Galeria 3+1 cortesia ARCOMadrid
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João Ferro Martins (pela Galeria 3 + 1) cortesia ARCOMadrid
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Nuno Nunes-Ferreira (pela Galeria Balcony)

“As pessoas estão desejosas de ver as obras e estar com outras pessoas”, diz a galerista Vera Cortês. A ARCOMadrid abriu as suas portas há pouco mais de duas horas, e o entusiasmo de Vera Cortês é facilmente partilhável. Há pessoas a percorrer os corredores largos da feira internacional de arte, a espreitar os stands das galerias, a observar as obras. Andam, param, conversam. O som que se ouve é agradável, mundano e humano. O vírus ainda não se foi embora, mas a arte (e com ela) e o comércio não se detiveram num impasse mudo. Que o digam as nove galerias portuguesas que participam. No programa geral, a 3+1 Arte Contemporânea, Bruno Múrias, Filomena Soares, Miguel Nabinho, Pedro Cera e Vera Cortês. No programa Opening, a Duarte Sequeira (de Braga), a Uma Lulik, com um projecto de AnaMary Bilbao, e a Balcony, com um projecto de Nuno Nunes-Ferreira. Todas respondem, com optimismo e coragem, a tempos que vão permanecendo incertos por causa da pandemia.