Antiga Estação de Aveiro ganha nova vida e volta a estar de portas abertas

É considerado um dos mais belos imóveis de Aveiro e, depois ter sido alvo de obras de requalificação, funciona agora como sala de visitas da cidade.

passeios,construcao-obras-publicas,camara-aveiro,local,aveiro,transportes,
Fotogaleria
Adriano Miranda
passeios,construcao-obras-publicas,camara-aveiro,local,aveiro,transportes,
Fotogaleria
Adriano Miranda

Mantém o nome de sempre (Estação) e também a fachada e os belos painéis de azulejos que lhe dão cor. Mudam as vivências e, acima de tudo, a experiência de quem por ali passa. A antiga estação de comboios de Aveiro passou a sala de visitas da cidade, depois de ter sofrido profundas obras de reabilitação. Apresentará aos visitantes, já a partir desta sexta-feira, três marcas do território: ovos-moles, sal e vinhos e espumantes da Bairrada. Uma nova vida para o edifício que esteve cerca de 15 anos largado ao abandono.

Assim que ficou construída a nova estação, em 2005, o antigo edifício deixou de ter uso. E por mais tempo do que o previsto, face a uma dívida que a autarquia tinha à Refer. “Cumprimos esses compromissos, de 13,35 milhões de euros, e assumimos o imóvel, que nos está entregue num regime de comodato por 50 anos”, introduziu Ribau Esteves, presidente da autarquia, a propósito do processo que culminou com a recuperação do edifício.

Um final feliz para o qual muito contribuiu, segundo fez questão de realçar o autarca, o facto de o projecto ter ficado a cargo do arquitecto João Mendes Ribeiro, “de grande sensibilidade para este tipo de obra” – a requalificação implicou a reabilitação dos painéis de azulejos, bem como a adaptação aos padrões de conforto actuais de um edifício velho. O resultado final está agora à vista de todos, depois da cerimónia de inauguração realizada esta quinta-feira à noite – o executivo quis evidenciar a iluminação exterior que o imóvel exibe agora – e concluído os trabalhos que custaram cerca de um milhão de euros.

Nesta nova vida, a Estação de Aveiro conta com salas multifunções para exposições, reuniões de empresas e actividades culturais. Sempre numa “relação directa com a Avenida do Dr. Lourenço Peixinho”, frisa o líder da autarquia, recordando que o motivo que esteve na génese da construção desta artéria foi, “precisamente, a existência da estação dos caminhos-de-ferro”. Uma ligação que levou a autarquia a decidir estrear o espaço de exposições da Estação com a mostra Avenida. Uma História com Futuro – que já esteve patente no edifício da antiga capitania.

No que toca à loja de produtos identitários em ambiente musealizado, a autarquia chamou para o processo duas entidades parceiras: “a Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro (APOMA), que ficará gestora da venda dos ovos-moles, e a Associação Rota da Bairrada, que gerirá a parte dos vinhos e dos espumantes”. “E enquanto não tivermos uma associação representativa da produção e do comércio do sal, será a própria câmara municipal, olhando ao facto de ser dona e gestora do Ecomuseu Marinha da Troncalhada, quem irá gerir a parte do sal”, refere Ribau Esteves.

O edifício passa a estar acessível a visitas “exactamente no dia em que completa 105 anos, com esta forma actual” e vai estar aberto sete dias por semana, das 10 às 18h00.