Os desafios do Partido dos Trabalhadores

A mobilização popular é condição indispensável para nos livrarmos do genocida no poder. Quando se aproximam as eleições de 2022, o exemplo de luta e a liderança de Lula inspiram toda a militância petista, simpatizantes da esquerda e progressistas a jamais cruzar os braços diante da tarefa que temos em mãos.

O Partido dos Trabalhadores, forjado nas lutas da classe trabalhadora, nasceu para defender o povo e a emancipação contra todas as formas de opressão, por uma democracia com participação popular, assente na solidariedade internacional. Ao longo de seus 41 anos de lutas, o PT enfrentou todas as adversidades, em posição intransigente ao lado do povo, sofrendo perseguições e ataques, culminando na instrumentalização da Justiça para fins políticos, que conduziu ao golpe contra Dilma e à terrível prisão política de Lula, impedindo sua candidatura e vitória em 2018.

Lula é a maior liderança política na História do Brasil e uma das maiores lideranças populares em todo o Mundo. O reconhecimento da inocência do ex-presidente representa uma vitória da democracia brasileira e da classe trabalhadora, conquistada duramente pela mobilização popular e pela luta institucional, com articulação das forças da esquerda e progressistas, no Brasil e no Mundo. A recuperação dos direitos políticos de Lula traz renovada esperança ao povo brasileiro, capaz de enfrentar e derrotar o projeto fascista e ultraliberal que tomou conta de nosso país.

Os crimes cometidos pelo governo Bolsonaro são cada dia mais evidentes, com o resultado trágico de 500 mil mortes causadas por um conjunto de ações e omissões deliberadas contra a ciência, sabotando esforços de contenção da pandemia de covid-19. Mais de cem pedidos de impeachment permanecem engavetados na mesa do presidente da Câmara dos Deputados. A destruição causada por Bolsonaro é resultado de um golpe que precisa ser interrompido. Não basta substituir o rosto que lidera o governo, mas sim toda a sua política. Por isso, o Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras defende “Fora Bolsonaro”, junto com tantos partidos, movimentos e organizações que reivindicam o fim do governo da morte.

Em simultâneo, o PT reafirma a importância da retomada de um Projeto Democrático e Popular para o Brasil. Já demonstramos que é possível combinar crescimento com justiça social. Mais do que isso: perante o neoliberalismo de Bolsonaro e Paulo Guedes, que arrasou a economia, sabemos que a justiça social é condição indispensável para o desenvolvimento. Reforçando o investimento e as empresas públicas, valorizando a capacidade de consumo e a qualidade de vida das pessoas, a economia tem condições mais sólidas de crescimento. Devolver a dignidade ao povo brasileiro exige a defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras; o reforço da saúde pública e da educação; a garantia da previdência e seguridade social; o respeito aos direitos das mulheres, da população negra e LGBTQIA+; a preservação do meio ambiente e a defesa dos direitos dos povos originários.

Com essas prioridades, o PT apresentou o Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil para discutir um projeto capaz de superar a crise que enfrentamos. Sob a liderança de Lula, o PT vem dialogando com partidos da esquerda e do campo progressista, em defesa da vida, saúde pública, vacinação, auxílio emergencial de R$ 600, unidade popular para derrotar Bolsonaro e reconstruir o país. No Brasil e pelo Mundo, o povo saiu às ruas, em atos nos dias 29 de maio e 19 de junho, e sairá novamente no próximo dia 3 de julho, gritando bem alto: “Fora Bolsonaro!” A mobilização popular é condição indispensável para nos livrarmos do genocida no poder. Quando se aproximam as eleições de 2022, o exemplo de luta e a liderança de Lula inspiram toda a militância petista, simpatizantes da esquerda e progressistas a jamais cruzar os braços diante da tarefa que temos em mãos.

Importa reafirmar o compromisso com as lutas populares, consolidando a atuação do PT, valorizando tanto os partidos políticos como os movimentos sociais, sem os quais a democracia não existe. Seguimos na luta, sabendo que venceremos!