Um curso superior já não é para sempre, a aprendizagem ao longo da vida tem de ser uma aposta

Cada vez mais a escolha de um curso superior não dita o futuro de quem o tirou. Há uma necessidade crescente de investir na formação ao longo da vida, no desenvolvimento de soft skills e na procura de novas fontes de conhecimento. O fim do curso para a vida: o que vamos ter de aprender sempre? Foi este o tema da PSuperior Talks desta terça-feira.

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Miguel Manso

Uma parte substancial dos jovens com ensino superior não está empregada (19,4%) ou está a trabalhar em ocupações que não exigem este nível de ensino (15%), um sinal de que as competências que adquirem nem sempre encontram valorização adequada no mercado de trabalho. Os dados constam de um relatório recente da Fundação José Neves. "Há de facto algum desalinhamento e estes desalinhamentos devem ser corrigidos por todos, a começar por cada um de nós enquanto indivíduos, quando fazemos escolhas”, diz Carlos Oliveira, presidente executivo da fundação. "Mas a educação e um maior nível de educação compensam sempre”, mais qualificação “tem sempre” um impacto positivo, desde logo do ponto de vista salarial, sublinhou. E é particularmente importante enfatizar esta ideia numa altura em que milhares de jovens se preparam para se candidatarem ao ensino superior — as provas de ingresso arrancam na sexta-feira.