Djokovic parte à conquista de Wimbledon para se juntar a Nadal e Federer

No torneio feminino, Serena Williams procura reviver êxitos passados.

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Djokovic LUSA/AELTC/David Gray / POOL

Depois de ter estado ausente do calendário tenístico em 2020, devido à pandemia, o torneio de Wimbledon regressa este ano, embora com um corte de 5,2% em relação aos prémios monetários de 2019, o que significa que irá oferecer um prémio monetário que rondará os 40 milhões de euros. Nada que belisque o prestígio do mais antigo dos quatro torneios do Grand Slam e único que ainda se realiza na superfície original do ténis, a relva. Para Novak Djokovic, incontestável número um do ranking mundial, é também mais uma oportunidade para se juntar a Rafael Nadal e Roger Federer no topo da lista de maior número de títulos do Grand Slam.

Quatro meses depois de vencer o Open da Austrália e duas semanas apenas depois de conquistar o 19.º major, em Roland Garros, Djokovic surge em Londres com uma enorme motivação, que poderá compensar o pouco tempo de adaptação a um piso tão peculiar como a relva, onde o ressalto baixo da bola, obriga que se bata cedo e os pontos sejam decididos mais rapidamente; realizou somente três encontros de pares no torneio de Maiorca.

“Os Grand Slams são a maior motivação nesta fase da minha carreira. Tento estar no auge nos majors. Penso que tenho tido sorte em jogar o meu melhor ténis quando é mais importante”, frisou o sérvio, que também reconheceu o desgaste da quinzena de Roland Garros: “Esse torneio levou muito de mim, mentalmente, fisicamente e emocionalmente. Mas deu-me igualmente uma inacreditável quantidade de energia positiva e confiança que originou uma onda que tento cavalgar.”

Focado em somar o 20.º título do Grand Slam e apanhar os rivais no topo dessa elitista tabela, Djokovic procura igualmente tornar-se no quarto homem a ganhar três títulos consecutivos em Wimbledon, após os triunfos em 2018 e 2019. Como manda a tradição – uma de muitas do torneio britânico, nascido em 1877 – será ele a abrir a edição no court central. E será um britânico a fazer as honras da casa, Jack Draper, de 19 anos, 250.º no ranking ATP e finalista do torneio júnior, em 2018.

Quem pára Djokovic

Na ausência de Rafael Nadal, é difícil antecipar quem poderá travar Djokovic, sendo que na sua metade do quadro, terá em Andrey Rublev ou Stefanos Tsitsipas os principais rivais até à final, embora muitos gostassem de assistir a uma meia-final com o regressado Andy Murray.

Na metade inferior, Daniil Medvedev perfila-se como o mais provável finalista, um estatuto reforçado após o número dois do ranking conquistar o torneio de Maiorca, no sábado.

Mas para já as atenções viram-se para Roger Federer, que detém o recorde de oito títulos e que aos 39 anos continua a acreditar na conquista de um 21.º Grand Slam.

Depois de um 2020 em que esteve a recuperar de duas artroscopias a um joelho, este é o quinto torneio do suíço este ano e após somente dois encontros realizados em relva, no seguimento da participação em Roland Garros, abreviada após passar três rondas, quando decidiu desistir para não forçar o corpo.

“A coisa boa é que aqui estou pronto, entusiasmado e sei que posso fazer muito melhor”, referiu o suíço, mas o primeiro objectivo é atingir os quartos-de-final. “Se chegar à segunda semana, vou ficar cada vez mais forte e acredito que é muito possível. Chego aqui muito mais forte mentalmente do que no último set que joguei em Halle”, frisou. O primeiro adversário de Federer é o francês de 32 anos, Adrian Mannarino (42.º), a quem ganhou os seis duelos anteriores e os seis sets disputados em relva.

Serena Williams tenta igualar recorde

Na prova feminina, Serena Williams está numa situação semelhante à de Federer. A norte-americana não triunfa num major há mais de quatro anos e, a três meses de completar 40 anos, vê as hipóteses de igualar o recorde de 24 títulos do Grand Slam, de Margaret Court, cada vez mais complicadas.  

Por outro lado, as ausências de Naomi Osaka e da campeã em título, Simona Halep, poderão beneficiá-la, mas o circuito feminino está repleto de bons valores, a começar pela actual número um do ranking, Ashleigh Barty, potencial adversária de Serena nas meias-finais.

As antigas campeãs Petra Kvitova, Garbiñe Muguruza e Angelique Kerber e a jovem Coco Gauff são as favoritas da parte inferior do quadro a chegar à final.

Certo é que, além do enorme prestígio, os vencedores de singulares masculinos e femininos terão também à sua espera um cheque de 1,9 milhões de euros.