Uma bola no lugar da cabeça

Em matéria de futebol, os políticos consideram-se sintonizados com o “povo” e perdem a noção do seu privilégio. Não deviam.

A melhor razão para separar o futebol da política é esta: há qualquer coisa no futebol que faz até as pessoas inteligentes parecerem “lelés da cuca”. O problema agrava-se quando está em causa a selecção nacional e os mais altos representantes da nação sentem o dever de se mostrar “patrióticos”. Ao misturar esta tendência irritante com uma pandemia que limita a liberdade a milhões de pessoas, o resultado é um cocktail explosivo que afecta a lucidez dos políticos e origina declarações públicas delirantes.