França: a greve dos eleitores

A esmagadora abstenção nas eleições regionais francesas surge como um risco para democracia. Tanto mais que é acompanhada por uma contínua fragmentação política que desorienta os eleitores.

Os tempos não estão fáceis para a política e para os partidos. A saúde das democracias europeias não é invejável. A primeira volta das eleições regionais francesas de domingo fez soar o alarme: 66,7% dos inscritos não compareceram nas urnas e a cena política aparece ainda mais fragmentada que antes. Estes são os fenómenos de fundo. Por fim, um relativo avanço da direita e um enfraquecimento de Emmanuel Macron e de Marine Le Pen suscitam novas incógnitas para as eleições presidenciais de Abril de 2022. Mas a própria análise destes efeitos é posta em causa pelo nível da abstenção.