PS desce nas intenções de voto e Chega ultrapassa Bloco

Barómetro da Intercampus indica que PSD ainda fica a 12 pontos percentuais do PS.

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Só em Março de 2020 é possível encontrar um número tão baixo das intenções de voto no PS LUSA/MIGUEL A. LOPES

O PS registou uma queda nas intenções de voto, mas voltaria a ganhar as eleições com uma confortável distância do PSD, de acordo com o barómetro de Junho da Intercampus realizado para o Jornal de Negócios, Correio da Manhã e CMTV.

Os socialistas desceram de 37,9% das intenções de voto registadas em Maio para 34,6% em Junho, o valor mais baixo desde Março de 2020 (quando chegou aos 31,4%), data do primeiro confinamento por causa da covid-19. Apesar da queda, António Costa ficaria a 12 pontos percentuais do PSD de Rui Rio, que subiu ligeiramente de 21,7% para 22,4%.

Neste barómetro da Intercampus, os partidos à direita somam mais pontos do que antes, com o Chega a passar de 8,3% para 10,1%, ficando à frente do BE que se manteve nos 8,3%. A Iniciativa Liberal também cresce de 4,2% para 6,4% e o CDS passa de 2,9% para 3,1%.

Os dados deste mês também revelam um crescimento ligeiro para a CDU (com 6%, mais 0,5%) e para o PAN (5,2%, mais 0,4%). Só o Livre desce, passando de 1,3% para 0,6%. 

No total, os partidos no centro-direita e à direita somam 42% das intenções de voto, mas este bloco é ultrapassado pela esquerda com 54%, contando as bancadas que têm viabilizado orçamentos do Estado do PS.

Apesar de Rui Rio reiteradamente colocar o PSD ao centro (ou de se assumir como centro-esquerda) no espaço político nacional, quase metade dos inquiridos (46,5%) considera que o partido é do centro-direita. Perto de 20% (19,9%) dizem que é um partido de direita e só 6,2% o colocam no centro-esquerda. Apenas 11,8% considera que o PSD é um partido ao centro.

O barómetro de Junho, realizado entre 8 e 16 do mês passado, aconteceu numa altura em que foi pública a divergência entre o Presidente da República e o primeiro-ministro sobre o grau de confinamento à luz dos dados das infecções de covid-19. 

Depois de ter sugerido uma alteração da matriz de risco, que os especialistas recusaram e foram ouvidos pelo Governo, Marcelo Rebelo de Sousa assegurou que não permitiria que se voltasse atrás no confinamento. A declaração foi contrariada pelo primeiro-ministro ao dizer que o Presidente da República não o poderia garantir. 

Realizada entre 8 e 16 de Junho por telefone (fixo e móvel), a sondagem tem uma amostra de 608 entrevistas com um erro máximo de amostragem de 4% e uma taxa de resposta de 62,3%.