Coelima: a têxtil que era grande de mais para cair

Pevidém foi centro da indústria durante décadas graças a este colosso que fazia roupa de cama. Cavaco salvou-a em 1991, a banca ajudou em 2011. Agora vive a terceira crise – e adivinha-se a solução que tem faltado: um accionista industrial.

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Hoje é possível o que nos tempos áureos seria quase impossível: estar sozinho no chão e fábrica
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Albano Martins Coelho Lima começou a sua vida empresarial com um tear manual em 1922
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A roupa de cama feita na Coelima enquadra-se em conceitos actuais, como o bem-estar e a sustentabilidade, mas a fábrica precisa de investimento em tecnologia de produção
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Rostos carregados de incerteza e algum desespero nos trabalhadores e trabalhadoras que ainda estão nos quadros desta têxtil de Pevidém

Noventa e nove anos de vida, divididos por uns 70 de alegria e uns 30 de agonia. Este poderia ter sido o epitáfio da quase centenária Coelima, a empresa-modelo de têxteis-lar de Pevidém (Guimarães) que esta semana escapou de novo à sepultura. Por três vezes enfrentou a ameaça de extinção (1991, 2011 e 2021) e por três vezes se salvou in extremis. Sempre que escapou à morte, acabou pior do que estava. Como um lençol que, de remendo em remendo, fica sem mais remendo possível. A última salvação está encaminhada, mas ainda não se percebeu como vai ficar. Depois do auxílio político em 1991, da solução bancária de 2011, chegou a vez da ajuda industrial?