Guerra pela publicidade no Porto: providências cautelares, “empresas-fantasmas” e receita da câmara empatada

Empresas já conhecem o resultado das ofertas. Existe a desconfiança de que se pode estar a substituir um monopólio por outro se regulamento não vedar a venda dos lotes adjudicados. Gigantes do mercado da publicidade e novos intervenientes em franco crescimento debatem-se para ganhar terreno.

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Paulo Pimenta

O relatório preliminar ainda nem sequer saiu e o concurso internacional para a exploração dos painéis publicitários sob domínio municipal, no Porto, já está a gerar polémica. A celeuma começou ainda antes do encerramento das candidaturas, com a JCDecaux (JCD) a interpor uma providência cautelar para impugnar o concurso, e continuou já depois do fecho das inscrições, no final de Maio, com alguns dos proponentes a levantarem suspeitas sobre a possível existência de “empresas fantasma” na lista de candidatos, alegadamente associadas a uma das empresas concorrentes.