Katia Guerreiro celebra 20 Anos de Fado ao vivo no Tivoli

No Tivoli, em Lisboa, Katia Guerreiro apresenta um concerto que pretende sublinhar “tudo aquilo que dá sentido” aos seus 20 anos de carreira. Esta sexta-feira, às 20h.

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Katia Guerreiro JORGE SIMÃO

Vinte anos exactos depois da publicação do seu primeiro disco, Fado Maior (2001), Katia Guerreiro apresenta-se esta sexta-feira no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, às 20h, para celebrar (assim se chama o espectáculo) 20 Anos de Fado. “Era para ter sido realizado em Outubro de 2020, que era quando eu celebrava os meus 20 anos oficiais”, diz a fadista ao PÚBLICO. “Mas depois fiz as contas e faz todo o sentido, porque foi no dia 17 de Junho de 2001, faz agora 20 anos, que eu lancei o meu primeiro álbum.”

Depois de Fado Maior, Katia Guerreiro lançou até agora mais oito discos, dos quais seis de estúdio, um ao vivo e uma colectânea: Nas Mãos do Fado (2003), Tudo ou Nada (2005), Fado (2008), Os Fados do Fado (2009), 10 Anos - Nas Asas do Fado (2011, uma colectânea em CD duplo), Katia Live At The Olympia (2012, CD+DVD), Até Ao Fim (2014) e Sempre (2018), estes dois últimos produzidos por, respectivamente, Tiago Bettencourt e José Mário Branco. Mas não foi partindo desta sequência que ela se preparou para a noite do Tivoli. “Este concerto não pretende, de todo, ser uma viagem cronológica. Isso já fiz, na Praça do Município [em 13 de Setembro de 2018], está feito e não gosto de repetir as coisas. Agora, vou acentuar, ou sublinhar, tudo aquilo que dá sentido a estes 20 anos: pessoas, momentos, acontecimentos que os justificam.”

O repertório escolhido seguirá esse propósito. “Passa por vários discos (acho que não deixei nenhum para trás), exactamente com essa lógica. Há dois blocos muito especiais, de fados, que acabam por ser muito significativos nesta história e nesta evolução.” Ao longo de uma hora e quarenta minutos, Katia será acompanhada por Pedro de Castro, Luís Guerreiro (ambos na guitarra portuguesa), André Ramos, João Mário Veiga (violas) e Francisco Gaspar (viola baixo). “Durante esse tempo, vai ser difícil as pessoas não me reconhecerem no que será ali apresentado. Não vai ser enfadonho, de todo.”

Alguns dos músicos que vão estar no Tivoli acompanharam Katia nos concertos fora do país, que ela realizou recentemente. “Já tive a sorte de, nas últimas quatro semanas, ter feito quatro viagens ao estrangeiro para fazer concertos. O que foi bom para aquecer as turbinas.” Foi, por esta ordem, a Madrid, ao sul de França, à Galiza e a Moscovo. “O que foi fantástico. Para além de retomarmos a nossa vida de viagens, e estávamos tão sedentos disso, ajudou muito a aquecer para nos apresentarmos em palco em Lisboa.”

Katia diz que todos estes concertos “foram lindos”, mas confessa que só desbloqueou completamente em Moscovo. “Estávamos muito dormentes. A voz estava bem, embora não totalmente em forma porque chegava com algum cansaço ao final. O que não é habitual em mim, mas a alma estava dormente. Agora já retomei. Porque nós somos olímpicos e os atletas olímpicos podem cansar-se um bocadinho por menos treino, mas não perdem totalmente a forma. Foi o que aconteceu no início. Desbloquear a alma, totalmente, foi em Moscovo, aí senti-me em pleno. E é assim que vou para o Tivoli.”