Empate de 2016 agrada à República Checa

Croácia tenta rectificar derrota da estreia e lembra que nunca perdeu o segundo “round”

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LUSA/MARTIN DIVISEK

A Croácia orgulha-se de nunca ter perdido o segundo jogo de uma fase de grupos, seja em Europeus ou em Mundiais, como fez questão de recordar no Twitter oficial da selecção, ainda que essa pareça uma afirmação demasiado condescendente depois da derrota com a Inglaterra.

Mas a verdade é que esse pode ser o ponto de partida dos vice-campeões mundiais para a abordagem ao encontro com a República Checa, líder do Grupo D, que, num esforço sobre-humano para travar a euforia, assume que não recusaria somar um simples mas decisivo ponto frente aos croatas.

De Wembley para Hampden Park, na Escócia, a Croácia terá — se não pretender adiar demasiado a questão do apuramento —, de transformar-se rapidamente na selecção que fez sonhar os amantes da modalidade no último Mundial.

Insatisfeito com a estreia, Zlatko Dalic já prometeu mudanças, tanto na abordagem “táctica e de estilo”, como de alguns jogadores, já que mais do que o resultado (1-0), foi a prestação com a Inglaterra que deixou o seleccionador e todos os croatas desalentados.

Num estado de espírito completamente oposto surge uma República Checa em busca das chaves de Wembley, onde em 1996 — na primeira participação num Europeu depois da dissolução da Checoslováquia — disputou a final com a Alemanha, apesar de, no fim do dia, ter falhado a possibilidade de repetir o grande êxito checo de 1976.

Sem querer falhar a oportunidade de garantir já esta tarde (17h) a qualificação para os oitavos-de-final, Jaroslav Silhavy, seleccionador da República Checa, expressou o desejo de confirmar a prestação conseguida frente à Escócia, revelando inatacável pragmatismo face à importância de um empate nos próximos dois jogos da fase de grupos.

“Um ponto será suficiente! Mas isso não significa que queremos um empate”, avisa, elogiando a qualidade dos vice-campeões do Mundo, o que exigirá “outra excelente exibição colectiva para sermos bem-sucedidos”, destaca, apoiando-se num jogo que teve em Patrik Schick o primeiro herói de Hampden.

Mas, voltando ao início, a Croácia sabe que não pode perder, conhecendo o risco de um empate, como o de 2016 (2-2), também no Grupo D, frente aos checos. A diferença é que desta feita seria o adversário a garantir o passaporte para os “oitavos”.