Israel lança ataque aéreo em Gaza em resposta a balões incendiários

É o primeiro confronto entre os dois territórios desde o fim de uma ronda de 11 dias de combates transfronteiriços no mês passado. Não há relato de mortos ou feridos.

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Os confrontos surgiram depois de uma marcha em Jerusalém Oriental organizada por nacionalistas judeus Reuters/AMMAR AWAD
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EPA/ABED AL HASHLAMOUN
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Israel lançou um ataque aéreo na Faixa de Gaza na madrugada desta quarta-feira, em resposta a balões incendiários enviados do território palestiniano. É o primeiro confronto entre os dois territórios desde o fim de uma campanha de 11 dias de combates transfronteiriços no mês passado, desencadeados, também, pelo lançamento de balões incendiários

Na manhã desta quarta-feira, a situação era de acalmia, sem relatos de baixas em nenhum dos lados.

O confronto surgiu na sequência de uma marcha em Jerusalém Oriental organizada por nacionalistas judeus.

Os militares israelitas disseram que os ataques foram uma resposta ao lançamento dos balões que os bombeiros israelitas relataram ter provocado chamas em campos abertos em comunidades próximas da fronteira de Gaza. Os aviões de Israel atacaram os complexos armados do Hamas na cidade de Gaza e na cidade sulista de Khan Younis. Os militares notam que estão “prontos para todos os cenários, incluindo novos combates face aos contínuos actos terroristas que surgem de Gaza”. De acordo com a BBC, os bombardeamentos duraram cerca de dez minutos.

Um porta-voz do Hamas confirmou os ataques israelitas notando que os palestinianos vão continuar a perseguir uma “resistência corajosa e a defender os seus direitos e locais sagrados” em Jerusalém.

Horas antes, milhares de israelitas reuniram-se à volta da Porta de Damasco, na Cidade Velha de Jerusalém antes de se dirigirem ao sagrado Muro Ocidental do Judaísmo, atraindo a ira e condenação palestiniana. A marcha acabou por ser desviada da Porta de Damasco, mas isso não foi suficiente para dissuadir o Hamas de disparar foguetes em direcção a Jerusalém.

Israel, que ocupou Jerusalém Oriental numa guerra de 1967, considera a cidade inteira como a sua capital. Já os palestinianos querem que Jerusalém Oriental seja a capital de um futuro Estado que inclua a Cisjordânia e Gaza.

Apesar de uma trégua no ano passado, apoiada pela ONU, o Egipto e o Qatar, o Hamas e Israel já se envolveram em três guerras (2008, 2012 e 2014).