Os golfinhos voltaram a subir o Tejo, mas por quanto tempo vão lá andar?

Nos últimos dois anos, os golfinhos voltaram a ser vistos diariamente no Tejo. O estuário do rio foi durante séculos uma região escolhida pelos cetáceos para se alimentarem, mas o crescimento da cidade e a intensificação da pegada humana no rio afastaram-nos.

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O projecto "Golfinhos no Tejo", financiado pela Fundação Oceano Azul, junta biólogos e operadores marítimo-turísticos e pretende saber mais sobre o regresso deste mamífero ao rio Tejo. A pandemia tirou muita actividade do rio - turística e piscatória - e os especialistas temem que o desconfinamento possa voltar a afastar os animais.

Uma das explicações em cima da mesa é a de que o estuário do rio esteja a ser usado como "maternidade" para estes animais. Os golfinhos escolhem lugares calmos para dar à luz e ensinar os filhos a nadarem e a alimentarem-se nos primeiros dias de vida.

O regresso dos golfinhos é, para já, sinal de que as águas do Tejo estarão mais limpas e de que poderão também ter mais fauna marítima que serve de alimento a este animal que está no topo de uma cadeia alimentar. "É uma 'espécie chapéu" a partir da qual se consegue chegar a muitas espécies de conservação marinha", diz a bióloga Ana Henriques. 

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