Ai Weiwei e a ilusão da liberdade

Tornou-se no crítico do regime chinês mais apetecível no Ocidente. Mas aquilo que diz e pensa tende a ser simplificado. Alguém está realmente interessado em ouvi-lo?

Existe o artista, a obra e o seu contexto. O caso do artista chinês Ai Weiwei é muito curioso. Por estes dias muito se tem falado dele, devido à inauguração de uma grande exposição em Lisboa e por assumir afecto pelo país (o que para o orgulho pátrio é sempre gerador de simpatia) onde agora estará a residir, pelo menos parcialmente. A sua obra tem potencialidades, e também limites, como o simplismo recorrente na grande escala e no simbolismo de objectos familiares, que geram uma empatia imediata com o espectador.