O nosso socialismo é uma máquina de criar desigualdades

Para quem anda sempre com a escola pública na boca, como é o caso do PS, e muito em particular do primeiro-ministro, os números dos rankings das escolas são uma vergonha.

Quando chega Maio e os meios de comunicação social publicam os habituais rankings das escolas, acontecem invariavelmente três coisas: 1) Ficamos abismados com o domínio das escolas privadas sobre as escolas públicas no top 50 (segundo os critérios de seriação utilizados pelo PÚBLICO, há apenas três escolas públicas no top 50 de 2020; segundo os critérios de outros meios, como o Observador, há zero). 2) O ministro da Educação surge nos telejornais a explicar como estas seriações são “injustas” e “redutoras” e “não reflectem a qualidade do trabalho” das escolas. 3) Tudo continua na mesma até ao próximo mês de Maio, altura em que se repete 1) e 2) e depois 3). E assim sucessivamente.