Covid-19: pessoas com mais de 30 anos poderão começar a ser vacinadas em Junho

Nova estratégia prevê começar a vacinar diferentes faixas etárias a cada semana. Task force quer começar a vacinar maiores de 30 anos até ao final de Junho.

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Ricardo Lopes

As pessoas com mais de 30 anos poderão começar a ser vacinadas contra a covid-19 já no próximo mês, sendo objectivo da task force responsável pelo plano nacional de vacinação começar a vacinar esta faixa etária até ao final de Junho, confirmou ao PÚBLICO o vice-almirante Henrique Gouveia Melo.

Esta meta poderá ser atingida depois de implementada uma nova estratégia que prevê começar a vacinar diferentes faixas etárias a cada semana. Está assim previsto que, uma semana depois de se começar a vacinar os maiores de 50 anos, arranque a inoculação das pessoas com mais de 40 anos e, uma semana mais tarde, seja a vez dos maiores de 30 anos, segundo explicou ao PÚBLICO uma fonte da task force. Caso o processo corra conforme planeado, prevê-se que a faixa etária acima dos 30 anos comece já a ser vacinada em Junho.

Contudo, isto não significa que a maioria das pessoas com mais de 50 anos esteja já vacinada quando arrancar a vacinação dos maiores de 40 anos, uma vez que a vacinação destas faixas etárias irá “decorrer em paralelo”.

A mesma fonte destaca, porém, que esta é uma “estimativa” e que a aceleração do processo de vacinação depende da rapidez com que as vacinas contra a covid-19 cheguem a território nacional.

Até ao momento, já foram administradas 4.902.223 doses das vacinas contra a covid-19 em Portugal e 14,60% dos portugueses já estão completamente vacinados contra a doença.

Segundo dados avançados esta quarta-feira pelo secretário de Estado da Saúde na comissão parlamentar de saúde, mais da 80% da população acima dos 60 anos já iniciou o processo vacinal contra a covid-19.

“Neste momento, da população que tem mais de 60 anos temos 85,8% com a primeira dose realizada. Isso nota-se naquilo que tem sido a evolução dos números, em menores internamentos, em óbitos e nota-se que as pessoas mais frágeis conseguiram ser vacinadas, à medida que as vacinas chegavam a Portugal, de uma forma bastante rápida”, disse.