Vinte anos de rankings: em que lugar ficou a sua escola?

Que notas deram as escolas aos seus alunos em ano de pandemia? Que estabelecimentos de ensino conseguiram médias de exames mais elevadas? E quais são os que mais contrariam a ideia de que alunos mais pobres tendem a ter piores resultados? Quando se assinalam 20 anos de rankings, procuramos também avaliar o que se ganhou e o que se perdeu com a divulgação e comparação anual das escolas. Reportagens, vídeos, análises, e um debate ao vivo, na sexta-feira.

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Gabriel Sousa

O ano de 2020 foi um ano especial. Por causa da pandemia, milhares de alunos tiveram aulas à distância, os exames finais do 9.º ano foram cancelados, os do ensino secundário foram diferentes e apenas obrigatórios para quem pretendia candidatar-se ao ensino superior. Os resultados escola a escola, divulgados pelo Ministério da Educação, permitem-nos perceber o desempenho dos alunos nestas circunstâncias. Mas limitam bastante as comparações habituais com os anos anteriores. Foi um ano desafiante e difícil para muitas escolas, principalmente para muitos estudantes e, sobretudo, para os mais vulneráveis. E é também sobre isso o especial Rankings Escolas 2020, que estará disponível a partir das 00h desta sexta-feira.

A lista ordenada das escolas secundárias mostra como é que estas prepararam os alunos para as provas de ingresso ao ensino superior. Ficará a saber quem se saiu melhor e pior nesta tarefa num ano em que as médias dos exames aumentaram substancialmente. E terá acesso a um conjunto vasto de dados sobre cada estabelecimento de ensino, incluindo os resultados nas provas das disciplinas com mais inscritos.

O PÚBLICO, em parceria com a Católica Porto Business School, aposta ainda num ranking da superação, que permite perceber qual a classificação que seria esperada em cada escola secundária pública, tendo em conta o contexto socioeconómico dos seus alunos, e em que medida esse valor esperado foi ou não ultrapassado. Ficará a saber quais os estabelecimentos de ensino que mais conseguem surpreender. E porquê.

Também lhe vamos dar a conhecer por dentro outras escolas onde os resultados não são bons. O que as distingue? Que dificuldades enfrentam? Estou aqui há 23 anos e ainda não sei como resolver este absentismo escolar”, desabafa um professor. “Trabalhamos tanto ou mais do que as escolas de referência, mas este é o nosso dia-a-dia, ano após ano.”

Nesta edição assinalamos ainda 20 anos de rankings. Foi em 2001 que o Ministério da Educação divulgou os primeiros dados que permitem comparar as escolas. O tema nunca deixou de ser polémico. O que se ganhou com a divulgação de 20 anos de notas dos alunos, escola a escola? O que ficou por fazer? Ouvimos ex-ministros e quem tem hoje responsabilidades, entrevistámos professores, demos voz a académicos.

E fomos também perceber o que nos revela um novo indicador, este ano divulgado pelo Ministério da Educação, que mede a equidade. Como se comparam os percursos académicos de alunos mais vulneráveis em cada agrupamento de escolas, em cada concelho, em cada distrito, com os de outros alunos com características parecidas? Fomos a uma das regiões do país com piores resultados a este nível e procurámos saber o que faz a diferença.

A partir das 00h desta sexta-feira, dia 21, terá acesso a uma edição online especial, com várias ferramentas que lhe permitem pesquisar a informação para cada escola e até dentro de cada escola. E a uma edição em papel, de 32 páginas, onde juntamos os trabalhos essenciais. Às 14h de sexta-feira juntamos aqui, para um grande debate sobre os 20 anos de rankings, dois directores escolares, o ex-ministro da Educação David Justino e o secretário de Estado adjunto e da Educação, João Costa.