Vamos comer o Pico?

Registar o receituário tradicional, introduzir novas técnicas de confecção, formar gente na restauração e, no final, fazer da ilha da montanha um destino turístico por causa dos vinhos, da riqueza de produtos e de quem faz tudo isso – eis o projecto Património Gastronómico do Pico.

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Mauro Santos Pereira/Comunicar Atitude
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Mauro Santos Pereira/Comunicar Atitude
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Sopa de funcho, molha de fígado ou molha dos bofes, feijão assado, sarapatel, torresmos de porco ou de albacora, sopa da cabeça, salsichas com canela, noz-moscada e cominhos, caranguejos fritos, erva-patinha salteada ou moreia de vinha d'alhos. Estes pratos, que se confeccionam em adegas e casas particulares, têm lugar nas ementas dos restaurantes da ilha do Pico? Não. E poderiam ter? Bom, a doutrina divide-se. Os empresários da restauração acham que os picarotos e os turistas não estão para aí virados. Já os chefs que chegam de fora, que se deslumbram com os vinhos, com o queijo, com a manteiga, com a carne de bovino IGP, com o receituário antigo da matança do porco, com a riqueza de peixe, com o alho das vinhas ou com o limão tangerino (ou limão galego), esses chefs juram que é possível adaptar essa riqueza gastronómica aos consumidores que têm hábitos alimentares diferentes daqueles que tinham os nossos pais e os avós. E é esta a tese que deu origem ao projecto Património Gastronómico da ilha do Pico.