Além do preço, a sustentabilidade dos produtos preocupa os portugueses, revela Ikea

Os portugueses querem manter alguns dos hábitos adquiridos por causa da pandemia, mostra inquérito feito aos consumidores.

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Reuters/STEPHANE MAHE

Os problemas ambientais têm sido motivo de uma crescente preocupação e os consumidores portugueses, no momento da compra, têm-na revelado, dizem os últimos estudos de mercado realizados pela marca sueca Ikea. “Os portugueses querem seleccionar produtos que têm uma vertente de sustentabilidade tanto nos materiais que seleccionamos, como também no que acontece a seguir no ciclo de vida do produto”, explica Helena Gouveia, responsável de marketing da marca ao PÚBLICO, no âmbito do lançamento da campanha dedicada ao Design Democrático, nesta segunda-feira, durante uma conferência de imprensa online.

Além de uma preocupação com o ambiente, os portugueses preocupam-se com o custo dos produtos, uma vez que apresentam dos rendimentos mais baixos da Europa. Assim, explica Helena Gouveia, as peças que adquirem têm de ser acessíveis, “independentemente da sua carteira”.

A pandemia, e consequente confinamento que se viveu no último ano, alteraram a forma como os portugueses olham para as suas casas. Estas tornaram-se o centro de tudo e o design teve de acompanhar esta mudança na forma de viver, constata a marca sueca. De acordo com o estudo realizado pela Ikea, no ano transacto, os portugueses querem manter os novos hábitos que adquiriram. A saber: 44% deseja passar mais tempo em família; 37% cozinhar mais; 29% praticar mais exercício físico em casa; 22% conviver virtualmente; e 17% trabalhar em casa.

A marca destaca os 58% que gostaria de fazer mudanças na sua casa e sente necessidade de a renovar. Por isso, a nova campanha apresenta produtos como mesas de centro e de apoio, poltronas, candeeiros e projectores, ou cómodas, reflectindo o incremento do tempo que as pessoas passam dentro de casa.

Quanto às preocupações com o ambiente, algumas das mudanças que o gigante sueco já fez foi deixar de vender palhinhas, lâmpadas incandescentes e ter acabado com os catálogos em papel. Mais recentemente, introduziu a venda de painéis solares e criou um programa de segunda vida para os produtos ao permitir que os clientes os vendam. Proximamente, a empresa está a pensar criar um chuveiro que permita reciclar a água que é gasta, avança.

Até 2025, os serviços de entregas serão 100% eléctricos, o que permitirá reduzir a zero as emissões de gases poluentes. As entregas eléctricas começaram este ano na Grande Lisboa e chegarão a mais zonas do país ainda em 2021, anuncia a marca. Também daqui a quatro anos, a energia consumida nos edifícios da marca será 100% eléctrica, assim como a ambição é que todos os itens sejam produzidos através de energia 100% renovável e, até 2030, sejam feitos com base em materiais reciclados ou renováveis, incluindo os artigos de plástico — actualmente, um terço dos produtos são feitos de materiais reciclados ou recicláveis.


Texto editado por Bárbara Wong