Lavoura da Bouça: As maçãs, o amor pelos carros e outras perdições

No Corgo, onde as conversas são como as maçãs — as ruínas de granito e os carros de colecção —, José e Aurora Junqueira vão construindo refúgios nos quatro pontos cardeais. Preservar é uma arte que aqui se pratica.

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Por aqui, as conversas são como as cerejas — e como os carros Nelson Garrido
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A casa onde o projecto Lavoura da Bouça começou Nelson Garrido
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Madrugada no Corgo Nelson Garrido

Em menos de dois dias — ou em pouco mais de dois minutos — percebemos que há muitas coisas de que José Junqueira gosta. Gosta de pessoas habilidosas e de quem dá valor às árvores. Gosta de um monte de portas velhas e de montinhos pequenos de telhas antigas. “Quando gosto de uma coisa, gosto de a comprar se acho que a vou usar mais tarde. Faço um puzzle.” Gosta de fazer puzzles e de descobrir pedras sobre pedras entre as silvas — e de as inaugurar com pompa e circunstância, com bombos e cavaquinhos. Gosta de maçãs e de tremoços. Gosta de preservar: moinhos e azenhas, carros e charretes, coisas com história e a história das coisas.