A arte da construção dos moliceiros pode vir a ser património da UNESCO

Pela Ria de Aveiro já se pensa na classificação de Património Cultural Imaterial da UNESCO. A proposta poderá envolver diversas autarquias, de Estarreja à Murtosa e Ovar ou mesmo Moita.

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Adriano Miranda
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Será difícil imaginar a ria de Aveiro sem as suas embarcações tradicionais, moldadas pelas mãos dos mestres carpinteiros. A construção naval faz parte do ADN da laguna e há até planos para a candidatar a Património Cultural Imaterial da UNESCO. Uma classificação que, a confirmar-se, podia ajudar a dar-lhe continuidade, através do ensinamento da arte e da passagem das memórias e dos testemunhos.

A proposta, segundo avança Isabel Pinto, vereadora do Turismo da Câmara de Estarreja, deverá envolver várias autarquias, nomeadamente Murtosa e Ovar. “Inclusive o município da Moita, onde existem carpinteiros navais descendentes de pardilhoenses”, acrescenta a autarca.

Esta aposta surge na sequência de outros esforços que os municípios têm vindo a ser feitos com vista a preservar este saber fazer. Em Estarreja, está já concretizada a construção do Centro de Interpretação da Construção Naval, em Ribeira da Aldeia, Pardilhó. A infra-estrutura nasceu a partir da recuperação de um antigo estaleiro, adquirido pela autarquia ao mestre José Pitarma. “Para além de um espaço de memória, onde se pode contar a história da construção naval em Pardilhó, também terá uma vertente escola, com a dinamização de um curso em parceria com a Formar”, anuncia Isabel Pinto.

No município vizinho, também está praticamente concluída a requalificação do Estaleiro Museu da Praia do Monte Branco, na Torreira – aqueles que fizerem a grande rota no Verão já o encontrarão de portas abertas.O espaço já existia, desde 2011, mas a Câmara Municipal da Murtosa decidiu dar-lhe novas e melhores condições, associando ao estaleiro um centro interpretativo.

“Construímos um novo módulo, que passa a ser ocupado pelo estaleiro, uma vez que este precisa de um espaço mais amplo dado o porte das embarcações; a parte onde antigamente estava o estaleiro passa a ser centro interpretativo”, explica o vereador Januário Cunha, que abriu as portas do espaço à Fugas.

Depois desta requalificação, quem ali chegar vai ficar a conhecer “as técnicas de produção, o papel e história das embarcações, a importância da ria enquanto via fluvial e depois pode observar o mestre Rito a trabalhar ao vivo e fazer as perguntas que entender”, acrescenta o autarca, que estima ver o espaço aberto ao público até ao final de Junho.

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