Que concelhos recuam, congelam e avançam no desconfinamento? Veja a lista completa

Na passada quinta-feira, António Costa deixou o aviso a 27 concelhos: se incidência não baixasse, desconfinamento teria de parar. Avaliações deixaram de ser quinzenais, ocorrendo todas as semanas.

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Portimão e duas freguesias de Odemira ainda estão na primeira fase Adriano Miranda

O concelho de Cabeceiras de Basto é o único do país a recuar no plano de desconfinamento, anunciou esta quinta-feira o Governo em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros. A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, anunciou que a incidência baixou em todo o país nos últimos dias, permitindo que a maioria dos concelhos continue a desconfinar-se. No total, há agora 23 concelhos na lista de alerta: apesar de terem saído nove desta fase mais crítica, outros seis ingressam esta lista a partir desta semana.

Portimão era o único concelho do país que ainda se mantinha na primeira fase de desconfinamento, depois de dois recuos sucessivos, mas avança para a segunda fase. Esplanadas, lojas até 200 metros quadrados e ginásios podem agora abrir.

Em Odemira, as duas freguesias em situação mais crítica, São Teotónio e Almograve, também permanecem na primeira fase de desconfinamento, com o Governo a implementar uma cerca sanitária nestas zonas do concelho. As restantes freguesias, com incidência menor, conseguiram avançar para a segunda fase de desconfinamento. Esta quinta-feira, a ministra reforçou que as duas freguesias de Odemira (São Teotónio e Longueira-Almograve) vão manter a cerca sanitária, mas adianta que a partir de segunda-feira vão passar a “existir um conjunto de condições para permitir o acesso ao trabalho”, que serão definidos pelo Ministério da Saúde e o Ministério da Administração Interna.

Mariana Vieira da Silva assinala a existência de uma “pandemia controlada”, apesar da detecção de surtos em alguns locais. De acordo com a ministra, “nos últimos dois meses os níveis de incidência reduziram-se para quase metade, passando de 188,49 por cada 100 mil habitantes a 14 dias para 59 por cada 100 mil habitantes a 14 dias”. Também os níveis do risco de transmissibilidade – designado por R(t) – estão “confortavelmente” abaixo de 1, o que coloca o país “enquanto um todo” numa zona verde no mapa de risco de covid-19. Por isso, “a grande maioria do país pode avançar no desconfinamento”, diz. 

Na última quinta-feira, António Costa tinha deixado um aviso para 27 concelhos que registaram uma incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes: em caso de nova avaliação negativa, o desconfinamento seria travado ou, em casos mais extremos, revertido, regressando limitações e restrições. O primeiro-ministro avisou ainda que a avaliação da incidência dos concelhos deixaria de ser quinzenal e passaria a semanal.