Covid-19 em Portugal: três mortes, 572 casos. R(t) sobe ligeiramente, incidência desce

Em 24 horas, 576 recuperaram da doença. Há menos 14 internadas nos hospitais portugueses, mais duas nos cuidados intensivos. O indicador R(t) é agora de 1 enquanto a incidência em território nacional se fixa nos 69,3 casos por 100 mil habitantes.

Portugal registou, nesta terça-feira, três mortes e 572 novos casos de infecção pelo vírus que causa a covid-19. No total, desde o início da pandemia, o país soma 835.563 casos confirmados e 16.973 vítimas mortais. Os dados, referentes à totalidade do dia de terça-feira, foram divulgados nesta quarta-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Olhando para o indicador dos internados, existem agora menos 14 pessoas internadas nos hospitais, num total de 332, e mais duas pessoas nos cuidados intensivos (num total de 88). Duas das vítimas mortais que figuram na última actualização tinham mais de 80 anos e uma tinha entre 70 e 79 anos. Os dados do relatório da DGS indicam que, do total de mortes registadas, 8914 são homens e 8059 são mulheres. Das 16.973 pessoas que morreram até à data de covid-19 em Portugal, 11.169 tinham acima de 80 anos, o que corresponde a 65,8%. Todas as vítimas mortais que figuram no último boletim foram registadas na região Norte.

Há a reportar mais 576 casos recuperados da infecção, num total de 794.781 recuperações desde o início da pandemia. Feitas as contas, há menos sete casos activos, o que significa que 23.809 portugueses ainda lidam com a doença. Há 24.712 contactos em vigilância pelas autoridades, menos 299 do que no último balanço.

R(t) sobe ligeiramente, mas incidência desce

Os valores da matriz de risco que guia o desconfinamento foram actualizados no boletim desta quarta-feira. Segundo os últimos dados, o indicador R(t) (o índice de transmissibilidade da doença) fixa-se no 1 (tanto em termos nacionais quanto apenas em Portugal continental). Este valor representa uma subida muito ligeira em relação aos números nacionais revelados no boletim de segunda-feira. Nesse dia, o indicador R(t) era de 0,99 no país e de 1 se considerado apenas o território continental.

Em sentido contrário, foi observada uma diminuição no indicador da incidência a 14 dias por cem mil habitantes, que se fixa agora em 69,3 casos se for considerado todo o país. O continente tem um valor ligeiramente abaixo: 66,5 novas infecções por cem mil habitantes. Na última actualização, registavam-se 70,4 casos de infecção a nível nacional e 67,3 no continente.

São estes dois indicadores que ditam o avanço (ou recuo) das diversas fases do desconfinamento. Se os indicadores permanecerem na área verde, ou seja, se o índice de transmissibilidade continuar abaixo de 1 e a incidência abaixo de 120, o desconfinamento poderá avançar, mas se o país chegar à zona amarela ou vermelha, a reabertura da sociedade e da economia poderá ser travada ou revertida.

Norte com 45% dos novos casos

Grande parte dos novos casos foi registada na região Norte (261 novas infecções, o que corresponde a 45,6%) e em Lisboa e Vale do Tejo (186 novos casos, cerca de 32,5%). O Norte continua a ser a região com o maior número de casos acumulados: há 335.648 casos confirmados e 5340 mortes (três em 24 horas). Lisboa e Vale do Tejo é a segunda: são 316.065 os registos de infecção e 7193 mortes por covid-19 — e é a região do país com mais vítimas mortais.

O Centro contabiliza 118.582 infecções (61 novas) e 3014 mortes (zero em 24 horas). O Alentejo totaliza 29.756 casos (dois novos) e 970 mortes (nenhuma em 24 horas). No Algarve, há 21.619 casos de infecção (mais 31) e 357 óbitos (nenhum em 24 horas). A Madeira regista 9170 casos de infecção (nove novos) e 68 mortes (nenhuma em 24 horas). Já os Açores registam 4723 casos (mais 22) e 31 mortes (zero em 24 horas).

Nesta terça-feira, na reunião que juntou peritos e políticos no Infarmed, Henrique Barros, presidente do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, disse que em Setembro o número de casos de covid-19 pode ser “residual” em Portugal, sublinhando ainda que a pandemia apresenta uma evolução favorável, muito graças à vacinação.

Já o especialista da Direcção-Geral da Saúde (DGS) André Peralta Santos disse que a incidência em Portugal tem diminuído em todos os escalões etários desde o início do desconfinamento. A excepção é o grupo entre os dez e os 20 anos, que regressou às escolas e que tem registado um aumento de incidência. As pessoas com mais de 80 anos são “o grupo mais protegido”, mas “todos os grupos etários estão abaixo da incidência” do início do desconfinamento, excepto o grupo dos dez aos 20, “ligeiramente acima”, referiu Peralta Santos.