Sai Mourinho, continua o “jejum”: Tottenham perde Taça da Liga para o City

Em Londres, viu-se um cenário raro por estes dias: pessoas a verem futebol. Estiveram oito mil adeptos nas bancadas de Wembley (ver galeria).

tottenham,manchester-city,futebol,desporto,futebol-internacional,
Fotogaleria
LUSA/ANDY RAIN
tottenham,manchester-city,futebol,desporto,futebol-internacional,
Fotogaleria
LUSA/ANDY RAIN
tottenham,manchester-city,futebol,desporto,futebol-internacional,
Fotogaleria
Reuters/CARL RECINE
tottenham,manchester-city,futebol,desporto,futebol-internacional,
Fotogaleria
Reuters/CARL RECINE
Fotogaleria
LUSA/ANDY RAIN
Fotogaleria
Reuters/CARL RECINE
Fotogaleria
Reuters/CARL RECINE
Fotogaleria
Reuters/PETER CZIBORRA
Carro
Fotogaleria
Reuters/PETER CZIBORRA
Fotogaleria
Reuters/PETER CZIBORRA
Fotogaleria
Reuters/CARL RECINE

Zero títulos com José Mourinho, zero títulos sem o português. O Tottenham não ganha nada desde 2008 e, para já, assim vai continuar. A Taça da Liga inglesa caiu neste domingo para o Manchester City, na final, com o triunfo (1-0) frente aos londrinos.

O central Aymeric Laporte foi o herói da tarde, com um golo já na recta final de uma partida de sentido único e amplamente dominada pela formação de Pep Guardiola (20 remates contra dois).

Esta foi a quarta vitória consecutiva dos “citizens” na Taça da Liga, igualando o recorde do Liverpool, a sexta nos últimos oito anos e a oitava em toda a história.

Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva fizeram parte desta conquista: os dois primeiros no “onze” e o médio na segunda parte.

Oito mil pessoas nas bancadas

Em Wembley, viu-se um cenário raro por estes dias: pessoas sentadas a verem futebol. Em bom rigor, nem isto se passou, já que as imagens televisivas mostraram grande parte dos adeptos em pé – a saudade terá espoletado este entusiasmo adicional.

Oito mil pessoas puderam assistir a esta final e criaram um ambiente bastante ruidoso, mesmo com o estádio a menos um décimo da lotação.

Estas oito mil pessoas viram um jogo com as características esperadas. O Tottenham pós-Mourinho, orientado pelo jovem Ryan Mason, não mudou a sua matriz e surgiu num 4x3x3 bem fixo e identificável, sempre em processo defensivo, à procura de explorar transições. Mas não explorou.

O Manchester City dominou a partida como quis e, capaz na recuperação de bola, permitiu poucas aventuras ao Tottenham. Foram uma dezena de disparos à baliza de Lloris, só na primeira parte. Quase todos tortos, é certo, mas, em geral, feitos em situações relativamente favoráveis ao sucesso.

Foi assim sobretudo nas finalizações de Foden, aos 7’ e 26’, de Sterling, aos 8’, 15’ e 30’, e de Mahrez, aos 37’.

Laporte resolveu

O primeiro lance de real perigo por parte do Tottenham chegou só na segunda parte, num remate de Lo Celso defendido por Steffen (Ederson ficou no banco), e esse aviso pareceu esfriar um pouco o balanceamento ofensivo dos “citizens”.

O jogo da equipa de Guardiola tornou-se mais lento e, sobretudo, mais consciente no risco. Houve, por isso, menos aproximações à área e presença em zonas de finalização.

Depois de vários minutos de “sonolência”, o City voltou à carga já dentro dos últimos 20 minutos. Começou Gundogan, aos 72’, e tentou Mahrez, aos 74’.

Depois de tentativas pela esquerda, direita, centro, profundidade e meia-distância, o City chegou ao golo… numa bola parada. Livre de De Bruyne, aos 82’, e Laporte surgiu de trás, ganhando o duelo aéreo a Sissoko.