Entre apitar nas Ligas masculina e feminina há 1356€ de diferença

Arbitrar na I Liga masculina de futebol é uma carreira, na feminina, é um hobby - os salários não permitem que seja de outra forma. O valor global das verbas envolvidas nas competições explica parte do desnível, mas explicará tudo?

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A árbitra francesa Stéphanie Frappart Reuters/Yves Herman

Sou uma árbitra em topo de carreira a nível nacional e faço jogos além-fronteiras, pelas insígnias FIFA que já conquistei. Tenho treinos e aulas durante a semana para me preparar a nível físico, técnico e teórico. Apito jogos na primeira divisão feminina, competição em franco crescimento no país - a Federação Portuguesa de Futebol tem feito disso bandeira. No final desses 90 minutos de futebol, em que corri, analisei e decidi, recebo, de prémio de jogo, 120 euros.