Luís Cardoso: “Lamento que o Xanana não tivesse ido plantar abóboras”

O Plantador de Abóboras, do escritor timorense Luís Cardoso, é uma alegoria poética, em jeito de monólogo, sobre a História de Timor-Leste no último século. A voz de uma mulher que esperou o noivo durante muitos anos, não esquece uma ou outra invectiva à actual situação do país.

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Daniel Rocha

Ao contrário do que acontece nos restantes países que têm o português como língua oficial, Timor-Leste não tem uma tradição literária escrita. Nem em português nem em tétum (a outra língua oficial do país). Tem-na, sim, na literatura oral. E também com alguns, poucos, poetas. Mas Luís Cardoso (n. 1958) tem vindo, desde há mais de duas décadas — a sua estreia na literatura aconteceu, em 1997, com Crónica de Uma Travessia (ed. D. Quixote) —, a esboçar uma espécie de cartografia literária da identidade e da memória timorense. Ao romance já nomeado seguiram-se, entre outros, A Última Morte do Coronel Santiago (D. Quixote, 2003), e Para Onde Vão os Gatos Quando Morrem? (Sextante, 2017). Os seus livros estão traduzidos em várias línguas, como o italiano, o sueco, o inglês, o alemão e o neerlandês. O Plantador de Abóboras é o seu sétimo romance.

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