FC Porto vence V. Guimarães e aproxima-se da liderança

Marega marcou o golo que decidiu o encontro no Dragão, deixando os campeões nacionais a quatro pontos do Sporting.

Foto
Marega foi o homem do jogo Reuters/PEDRO NUNES

O FC Porto venceu (1-0) esta quinta-feira na recepção ao V. Guimarães, em partida que encerrou a 28.ª jornada da I Liga, e reduziu para quatro pontos a diferença para o líder Sporting.

Marega (49') marcou o único golo da noite, no Dragão, numa partida em que o FC Porto controlou quase sempre, confirmando o 22.º jogo sem derrotas no campeonato. 

Apesar de apoiado num dispositivo mais vocacionado para um teste de esforço, com uma linha de cinco homens na protecção a Bruno Varela, o V. Guimarães não deixou de acreditar numa possível surpresa, conseguindo, de resto, as duas primeiras situações de golo, nos minutos iniciais, mesmo sem ensaiar um único remate: Marcus Edwards enrolou o remate numa primeira tentativa e criou o desequilíbrio que deixou a defesa portista em alvoroço, cruzando para Estupiñán falhar a emenda e Otávio cortar quando Sacko surgia em posição de marcar.

A equipa de Bino Maçães revelava personalidade e semeava a dúvida no adversário, demasiado ansioso, propenso a decisões erradas e de alguma forma exposto a uma crise de autoridade que só recuperou com o passar do tempo. Tempo que o FC Porto via esfumar-se sem que a imprevisibilidade de Corona, a subtileza de Otávio ou a persistência de Taremi conseguissem criar uma verdadeira oportunidade junto da baliza do Vitória, ou um golpe suficientemente assertivo e capaz de abalar o bloco minhoto.

Os portistas conseguiam, contudo, condicionar cada vez com mais firmeza as saídas dos vitorianos, ensaiando uma dança à base de toques de primeira que confundiam as marcações e aproximavam o “dragão” da zona de tiro. Com Nanu a romper e a dar o exemplo, o FC Porto acabou por criar um par de momentos de disrupção, com Taremi a obrigar Bruno Varela a intervenção de grande qualidade.

Numa fase de inspiração, com três golos nos últimos três jogos, o iraniano tentou prolongar a série num lance em que esteve perto de desviar com êxito um alívio de Mumin. O FC Porto estava simultaneamente mais perto e mais distante de romper o bloqueio e passar para a frente do marcador, uma vez que mostrava uma dinâmica capaz de desequilibrar o opositor, mas não conseguia definir os momentos com a acuidade necessária para atingir o alvo.

Até ao intervalo, quatro remates para o FC Porto (e nenhum para o V. Guimarães) ilustravam bem um jogo insuficiente para colocar o FC Porto a quatro pontos da liderança. A “ficha” não caiu na primeira parte, mas isso não impediu Marega de festejar oito jogos depois do último golo, aproveitando a primeira bola em profundidade da noite para surpreender Mumin, beneficiando de um erro do central vitoriano para bater Bruno Varela.

A corda esticava e o FC Porto passava a reunir condições para exibir os ases e propor um jogo mais aberto à equipa vimaranense. Convite reforçado com o aliviar da pressão, sempre na expectativa de poder criar o espaço indispensável para explorar a profundidade do jogo de Marega. O maliano crescia e obrigava André Amaro a marcar na própria baliza, em lance anulado por posição irregular do portista. 

A noite prometia, mas Varela voltava a negar o bis a Marega e o desafio acabava com alguma incerteza, que o remate à barra de Francisco Conceição (90+2') poderia ter terminado, num lance polémico, com mão de Mumin a não ser considerada penálti pelo árbitro.