Covid-19 em Portugal: mais quatro mortes e 553 novos casos de infecção

Portugal mantém-se próximo da zona amarela da matriz de risco, com uma ligeira descida dos indicadores em relação à última actualização. Há 429 pessoas hospitalizadas em Portugal, mais seis do que no dia anterior, das quais 101 se encontram nos cuidados intensivos, menos oito. R(t) desce para 1,05.

Portugal registou na quinta-feira mais quatro mortes e 553 infecções pelo novo coronavírus, de acordo com o boletim da Direcção-Geral da Saúde (DGS) publicado nesta sexta-feira. O índice de transmissibilidade, R(t), nacional desceu de 1,06 (na quarta-feira) para 1,05 esta sexta-feira, assim como a incidência a 14 dias por 100 mil habitantes a nível nacional passou de 72,4 para 71,6.

No total, há ainda 429 doentes hospitalizados, mais seis do que no dia anterior, dos quais 101 estão em cuidados intensivos, menos oito.

Desde o início da pandemia, em Março de 2020, o país soma 829.911 casos confirmados e 16.937 vítimas mortais. Há, também, mais 596 pessoas recuperadas esta sexta-feira, num total de 787.607.

Subtraídos os óbitos e os recuperados ao número total de infecções, resultam, então, 25.367 casos activos em Portugal, menos 47 do que no dia anterior. Há, ainda, 19.940 contactos em vigilância pelas autoridades, mais 894 do que no último balanço.

O país continua próximo da zona amarela da matriz de risco, que marca o compasso do desconfinamento através da incidência do vírus — o número de casos por cada cem mil habitantes — e do índice da transmissibilidade, o R(t) — o número de casos de infecção a que uma pessoa com covid-19 dá origem.

A matriz de risco foi actualizada nesta sexta-feira e regista uma ligeira descida tanto do índice de transmissibilidade como da incidência. O R(t) a nível nacional é agora de 1,05​, e de 1,04 no continente. Já a incidência a 14 dias por cem mil habitantes é de 71,6 casos a nível nacional e 68 no território continental. Esta matriz de risco é actualizada às segundas, quartas e sextas-feiras.

O Norte é a região com mais novos casos confirmados, 228, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo, com 182 infecções. Os restantes foram contabilizados no Centro (mais 32), no Alentejo (25), e no Algarve (23). A Região Autónoma dos Açores soma mais 38 casos e na Madeira foram detectados 25.

Foram registadas quatro mortes na quinta-feira, duas no Norte, uma no Centro e outra na região de Lisboa e Vale do Tejo — todas do sexo masculino, uma da faixa etária dos 60 aos 69 anos, duas dos 70 aos 79, e uma com mais de 80 anos. Segundo o relatório da DGS, do total de óbitos registados, já faleceram até então 8901 homens e 8036 mulheres, sendo que 11.152 tinham acima de 80 anos, o que corresponde a 65,8% do total.

Seis concelhos não avançam no desconfinamento e quatro recuam

O Governo anunciou na quinta-feira as novas medidas do 15º estado de emergência, com base na distribuição da incidência do vírus por Portugal. Quase todo o país avança para a fase seguinte do desconfinamento como planeado, com excepção de seis concelhos que mantêm as restrições em vigor até então (Alandroal, Albufeira, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela), e quatro que retomam as regras do início do desconfinamento, a 15 de Março, (Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior).

O concelho de Beja vai prosseguir para a terceira fase do plano de desconfinamento, após uma rectificação da incidência cumulativa de covid-19 nos últimos 14 dias, segundo informou o Governo nesta sexta-feira. O comunicado enviado pela DGS refere que, afinal, a incidência da covid-19 em Beja é de 107 casos por 100 mil habitantes a 14 dias – o que faz com que o concelho cumpra os critérios para avançar na segunda-feira.

Um estudo no Reino Unido está a analisar a possibilidade, e a segurança, de usar diferentes vacinas contra a covid-19 na primeira e na segunda dose. O ensaio clínico já incluía as vacinas da AstraZeneca e da Pfizer, e engloba agora também as da Moderna e Novavax.

O imunologista Luís Graça, que faz parte da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 da DGS, explicou ao PÚBLICO como tal será possível: “Todas as vacinas, sem excepção, utilizam exactamente a mesma proteína que é a proteína spike do vírus. Logo, as nossas células que são estimuladas na primeira dose da vacina para responder à proteína do vírus vão ser expostas exactamente à mesma proteína na segunda dose para a necessária resposta secundária”.