Costa segue a matriz

António Costa não tinha como não seguir a matriz que adoptou: se não o tivesse feito, não estaria a ser coerente e teria tudo e todos contra si, quer na rua, quer no Parlamento.

O Governo que fechou o país a 15 de Janeiro, após a explosão de casos no Natal e no fim de ano, definiu uma abertura gradual com base em quatro etapas e condicionada a uma matriz. O país ultrapassou as duas primeiras etapas de desconfinamento e vai entrar, na segunda-feira, numa nova fase, porque os dois principais indicadores dessa matriz assim o permitem: a média de novos casos a cada 14 dias é inferior a 120 casos de infecção por cada cem mil habitantes e o índice de transmissibilidade do vírus é igual a 1. Prudentemente, as fronteiras terrestres mantêm-se fechadas, o dever de recolhimento também, e os concelhos situados na zona vermelha da matriz não foram incluídos no plano de desconfinamento.