Pouco punk, pouco rock

O Som do Metal é um melodrama à moda antiga a fingir-se de moderno.

hbo,netflix,critica,cinema,culturaipsilon,oscares,
Fotogaleria
hbo,netflix,critica,cinema,culturaipsilon,oscares,
Fotogaleria
,Som do metal
Fotogaleria
hbo,netflix,critica,cinema,culturaipsilon,oscares,
Fotogaleria
hbo,netflix,critica,cinema,culturaipsilon,oscares,
Fotogaleria

Há uma dissonância (apropriada, mas nem por isso menos dissonante) entre aquilo que O Som do Metal (Amazon Prime Video) parece ser e aquilo que é. Que é significativamente mais convencional: um dramalhão à moda antiga, cheio de gestos românticos e impulsos destrutivos, que faz a personagem principal passar as passinhas do Algarve numa via sacra que o leva a entender como tem estado a ver a vida pelo lado errado. Isso nem é surpreendente, vista a origem do projecto: Derek Cianfrance, cineasta que tem procurado insistentemente actualizar o melodrama clássico para os nossos dias em filmes como Como um Trovão e A Luz entre Oceanos e na série televisiva I Know This Much Is True. O Som do Metal começou vida como um projecto semi-documental que Cianfrance passou a Darius Marder, seu co-argumentista em Como um Trovão, mantendo-se como produtor.