Congresso dos Estados Unidos investiga Matt Gaetz

Congressista republicano a braços com inquérito da Comissão de Ética sobre alegações de má conduta sexual e uso de drogas ilícitas, entre outras

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Matt Gaetz continua a negar as várias acusações de que tem sido alvo Jose Luis Magana/Reuters

Os problemas de Matt Gaetz, o congressista republicano a braços com um escândalo sexual, continuam a aumentar depois da Comissão de Ética da Câmara dos Representantes, controlada pelos democratas, ter anunciado a abertura de uma investigação ao político da Florida, nomeadamente às alegações de má conduta sexual e uso de drogas ilícitas.

O presidente democrata e o líder republicano na Comissão de Ética afirmaram, numa declaração conjunta citada pela agência Reuters, que tendo chegado ao seu conhecimento as alegações públicas de que Gaetz, um dos mais vocais apoiantes do ex-presidente Donald Trump no Congresso, poderá ter violado “regras da Câmara, leis ou outros padrões de conduta”, decidiram abrir um inquérito.

Gaetz está a ser investigado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por alegadamente ter violado as leis de tráfico sexual ao pagar as despesas de viagem de uma jovem de 17 anos com quem esteve romanticamente envolvido, o que constitui um crime federal. A investigação começou ainda durante a presidência de Donald Trump e foi autorizada pelo então procurador-geral William Barr, integrada numa investigação mais alargada num caso de tráfico sexual que tem como alvo Joel Greenberg, um outro político da Florida e amigo de Gaetz. O congressista da Florida não foi para já acusado de qualquer crime e tem negado com veemência as acusações. 

As alegações que a Comissão de Ética vai investigar incluem se o congressista republicano “pode ter estado envolvido em má conduta sexual e/ou uso de drogas ilícitas e partilhado imagens ou vídeos inadequados no hemiciclo da Câmara dos Representantes”, a que se juntam o “uso indevido de registos de identificação do estado, a utilização de fundos de campanha para uso pessoal e/ou a aceitação de suborno, gratificação imprópria ou presente inadmissível.”

O gabinete de Matt Gaetz respondeu ao inquérito do Congresso com uma declaração escrita: “Vamos, mais uma vez, reiterar que as alegações são flagrantemente falsas e não foram validadas por um único ser humano disposto a apoiá-las com o seu nome.” 

O acossado congressista da Florida participou na sexta-feira no encontro “Save America Summit”, no resort Trump National Doral, em Miami, onde se queixou de que estavam a ser utilizadas “teorias de conspiração absurdas” para manchar a sua reputação. “Fui feito para a batalha e não vou a lado nenhum”, afirmou Gaetz.