Sempre que penso em paraíso, penso em Porto Santo

Mas porque será? Afinal, praia de encher o olho, águas translúcidas, temperaturas afectuosas, belezas, simpatias e recordações marcantes já eu tive e vivi por outros cantos do mundo. Será poesia, será ciência? Ambos?

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daniel rocha

Todos temos os nossos recortes perenes de paraíso, os que nos ajudam em momentos de sonho, ou, claro, de pesadelo, e nos intervalos mais equilibrados entre estes paralelos. Tenho vários – o meu menu, felizmente, é pródigo e diverso e tanto inclui praias perdidas como desertos no mar, lampejos de vales e montanhas solitárias como avenidas cintilantes e ruas obscuras; tenho fotogramas medicinais para cada circunstância do quotidiano​. Mas, neste caldo de recordações, em que cada um de nós se enreda, confesso que é em Porto Santo que a minha memória mais tem tendência a mergulhar para me trazer felicidade – e, por isso mesmo, não é raro perguntar-me porquê.