Amazon: um tratado sobre a desigualdade

É aqui que embato com o que mais me choca no capitalismo atual: o homem mais rico do mundo, que vale, sozinho, tanto quanto uma boa porção de países, tem a trabalhar para si imigrantes explorados sem direito a adoecer.

A polémica foi nos Estados Unidos, mas bem podia ter sido deste lado do charco. Um congressista democrata comentou no Twitter sobre trabalhadores dos armazéns da Amazon tendo de urinar em garrafas durante o horário de trabalho. A Amazon negou, via o mesmo Twitter. Mas o site de notícias The Intercept investigou, falou com ex-trabalhadores da Amazon e concluiu que sim, é comum os trabalhadores terem de urinar e defecar onde calha, nas instalações e nas carrinhas de transporte. Facto, de resto, conhecido na plataforma de vendas online.