A agricultura junta-se à cozinha num autocarro criado por estudantes da Universidade do Minho

Com um piso superior reservado para uma horta e um inferior para uma cozinha/restaurante e um mercado, o projecto criado por estudantes da Universidade do Minho pretende dar “mais visibilidade” a produtores locais e melhorar os hábitos alimentares da população.

Foto
Equipa de estudantes que concebeu o projecto Floreo

Cinco estudantes da Universidade do Minho (UMinho) conceberam um autocarro que junta cozinha, horta e mercado, um projecto de sustentabilidade alimentar que já mereceu o “interesse” de alguns municípios, foi anunciado esta segunda-feira, 5 de Abril.

Em comunicado, a UMinho sublinha que o objectivo daquele projecto itinerante é “dar mais visibilidade” a produtores locais. “A ideia consiste num food truck (autocarro) com o piso superior para uma horta hidropónica (cultivo sem solo) e o piso inferior para uma cozinha/restaurante e uma banca de frutas e legumes”, explica.

Foto
Conceito inicial do projecto e banner Floreo

Associa ainda uma plataforma online que permite ao cidadão comprar produtos frescos a produtores locais parceiros e ainda obter ofertas ou informações, como ver a pegada ecológica dos produtos comercializados. “Acreditamos numa rede comunitária de alimentação sustentável e no potencial deste projecto no mercado, que, sendo itinerante, permite chegar a todo o lado”, diz Sofia Mota, uma das mentoras do projecto Floreo.

A equipa estima ser preciso um investimento inicial de 100 mil euros e que se possa atingir os 50 mil consumidores em cinco anos. Para isso, prevê acções de franchising e parcerias, “tendo os municípios do Porto, Braga e Guimarães já sido contactados e mostrado interesse no projecto”.

Os estudantes promotores fizeram ainda um estudo por questionário, verificando que 70% dos 200 respondentes aceitariam pagar 20% a mais por uma refeição saudável e 60% adquiririam produtos e serviços da Floreo. “Os consumidores estão mais conscientes e nós propomos uma alternativa saudável e sustentável, contribuindo assim de forma activa para a salvaguarda do planeta e para sensibilizar a sociedade”, refere Pedro Santos.

Os alunos procuram agora concretizar o negócio, estando a avaliar fontes de financiamento e outras acções de inovação e empreendedorismo. Desenvolvido por cinco estudantes da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, o projecto ganhou o Prémio EDP Groundbreaking, distinguindo-se entre os 26 que chegaram à final do Programa Start-Up da Junior Achievement Portugal (JAP). O prémio permite também participar num programa profissional e em workshops da EDP.

O trabalho envolve André Machado, Catarina Alves e Sofia Mota, do mestrado em Negócios Internacionais, a par de Pedro Santos e Sofia Cortinhas, do mestrado em Economia Industrial e da Empresa.