Anda por aí um elefante a dar gelados às crianças

Os autores não puseram o animal na tradicional loja de porcelanas, mas a passear pela cidade. E a distribuir gelados aqui e ali, onde houver crianças.

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Christina Casnellie
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Sexo e o Absoluto Falhado
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Capa do livro “Um Elefante na Cidade”, editado pela Cor de Burro Quando Foge (nova chancela da Antigona) Christian Robinson

Estava um elefante tranquilo na sua vida estável, monótona e previsível que o jardim zoológico lhe facultava, quando um pequeno rapaz o desafiou a abandonar toda aquela paz e sossego.

Não foi muito difícil convencê-lo, já que a sua natureza rebelde ansiava em silêncio por uma oportunidade de se fazer ao mundo. A primeira paragem foi logo ali, no primeiro restaurante que avistou. “Pediu um bife com batatas fritas. Depois sentou-se à mesa e comeu tudo. E de sobremesa? Oh, comeu logo os pratos e os talheres.” Ainda houve tempo para outros estragos… entre muita água bebida, café, chávenas e pires ingeridos.

De tão livre que se sentia, o protagonista desta história fez tudo e mais para desfrutar e partilhar com outros a sua alegria. Foi assim que pôs um carrinho de gelados às costas e desatou à procura das crianças que estavam no recreio da escola. “Gelados para toda a gente!”

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O que se seguiu foi um trepar de crianças para as costas do elefante e uma viagem inesperada e improvável num avião por sobre o mar. O destino? Terão de ler o livro para o identificarem.

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Certo é que, depois de algum receio dos pequenos (“as crianças começaram a ficar inquietas, porque não sabiam para onde voava o avião”) e do desejo de abraçarem os pais (“agarraram-se ao elefante mas não era a mesma coisa”), houve festa na cidade. Noutra.

Esta foi a história escolhida para a editora Antígona inaugurar a chancela Cor de Burro Quando Foge, destinada a crianças dos 9 aos 12 anos. Começou bem.

Prevê-se que o futuro da chancela seja radioso e que passe por despertar nos jovens leitores a vontade de ver as outras cores que o mundo contém e que só os olhares mais atentos conseguem vislumbrar, como a cor de burro quando foge”, dizem-nos da editora, informando ainda que “o nome resultou de um divertido diálogo com a ilustradora”, Christina Casnellie.

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Christina Casnellie

O autor do livro é também o editor da chancela, assina com o pseudónimo Manuel Palaio, é natural de Ferreira do Zêzere, “sempre admirou a sabedoria das crianças e inspirou-se nelas para criar este livro”.

Christina Casnellie é ilustradora e designer gráfica. Trabalha em publicidade, impressão tipográfica, serigrafia, design de produto e design editorial. Na sua página, diz: “Fico entusiasmada com qualquer tipo de projecto em que possa sujar as mãos.” Na cidade ou não.

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