Tarde de sexta-feira livre e horário flexível: as novas regras de trabalho na PwC

Num esforço por preservar o melhor que a pandemia trouxe aos empregos, os colaboradores da consultora no Reino Unido vão passar a poder escolher a que horas entram e saem do trabalho e se operam nas instalações da empresa ou a partir de casa.

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Rui Gaudencio

Tardes livres de sexta-feira no Verão, decidir quantas horas por semana ter em teletrabalho e a que horas entrar e sair. Esta é a nova realidade dos trabalhadores da PricewaterhouseCoopers (PwC) no Reino Unido.

A consultora apresentou aos colaboradores o seu novo modelo de trabalho pós-pandémico e está empenhada em garantir uma forma mais flexível de trabalhar.

O modelo híbrido de trabalho vai incluir um “dia de trabalho reduzido” no final de todas as semanas de Julho e Agosto, com a expectativa de que todos os 22 mil trabalhadores britânicos consigam entrar em fim-de-semana logo à hora de almoço, noticia esta sexta-feira a Bloomberg.

A PwC vai permitir também que os empregados escolham a que horas iniciar e terminar o seu dia de trabalho, assim como facilitar a possibilidade de teletrabalho também depois da pandemia. Isto numa altura em que os escritórios da consultora reabriram em Inglaterra e no País de Gales para que os colaboradores possam voltar, caso assim o desejem.

“Queremos que os nossos trabalhadores se sintam mais confiáveis e fortalecidas”, disse o presidente da PwC, Kevin Ellis, citado pela BBC, que espera ver as alterações na política da empresa estimular o trabalho flexível e torná-lo “a norma em vez da excepção”.

“Queremos ajudar a consagrar novos padrões de trabalho para que sobrevivam à pandemia”, afirmou. “Sem um planeamento consciente agora, corremos o risco de perder as melhores partes desta novas formas de trabalhar quando a economia abrir outra vez”.

Com as novas regras de definição de horário, a PwC espera que os seus trabalhadores passem entre 40% a 60% do seu tempo com os colegas de trabalho, quer nas instalações dos seus clientes.