“O Ministério da Saúde não pode ser tão autocrático na sua relação com os parceiros sociais”

Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, avisa que o Estado tem de aumentar as comparticipações para entre 50% a 60% do custo real de ter um idoso num lar. Se assim não for, avisa, as famílias não aguentam e as instituições vão tornar-se insustentáveis.

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Nelson Garrido

As comparticipações do Estado para os lares de idosos estão “francamente longe do custo real”. E, num país com baixas reformas, e em que as famílias estão no limite, a situação não será sustentável durante muito mais tempo, nomeadamente porque “as dívidas das instituições estão a crescer de uma forma assustadora”. Entre críticas ao Ministério da Saúde, que acusa de ser “autocrático” na sua relação com os parceiros sociais, Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, adianta que terá de haver uma forte aposta numa rede de apoio domiciliário “a sério” e sustenta que, ao fim de um ano de pandemia, a sociedade portuguesa está em dívida para com os funcionários dos lares.

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