Pássaros na cabeça

Nenhum de nós pode estar tão preso à sua própria singularidade que ignore que a harmonia social depende da liberdade colectiva.

Hoje, quando deitei os pequenos, decidi que não ia ler outra vez a história do rato do campo e do rato cidade. A verdade é que o João tem pedido esta história tantas vezes nas últimas semanas que, mais noite menos noite, tenho a certeza que vou acabar por sonhar com dois ratinhos num banquete de tâmaras e raízes. Mas voltando ao motivo desta crónica, hoje estava tão decidida a variar que fui à procura de uma história entre os livros que pertenceram ao meu sobrinho do meio. E encontrei O passarinho engaiolado de Rubem Alves que é, deixem-me que vos diga, uma espécie de tesouro.