Bula da vacina da AstraZeneca foi actualizada. “Benefícios superam os riscos”, reforça Infarmed

Infarmed emite circular com alertas sobre vacina da AstraZeneca e reitera, ao mesmo tempo, os benefícios daquele fármaco.

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LUSA/ALESSANDRO DI MARCO

O Infarmed emitiu, esta sexta-feira, um comunicado sobre o estudo feito às reacções adversas registadas após a inoculação com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, no qual dá alertas aos profissionais de saúde e aos cidadãos sobre o fármaco. Apesar disso, a Autoridade Nacional do Medicamento reiterou que os seus benefícios superam os riscos.

A nota do regulador avança que a conclusão das entidades responsáveis considera que “a eficácia da vacina na prevenção da hospitalização e morte por covid-19 supera a possibilidade muito baixa de desenvolvimento de eventos de tromboembolia como de trombocitopenia”.

Também a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) atestou, nesta quinta-feira, a segurança e eficácia da injecção. Depois do anúncio, vários países levantaram a suspensão da inoculação com aquela vacina, retomando a regularidade dos planos nacionais de vacinação para a covid-19.

Foi também actualizada a bula relativa à vacina da AstraZeneca, que passa a figurar os relatos de coágulos sanguíneos registados nas últimas semanas. As autoridades de saúde recomendam que as pessoas recorram a cuidados médicos imediatos se desenvolverem qualquer um dos seguintes sintomas:

  • Falta de ar;
  • Dores no peito;
  • Inchaço das pernas;
  • Dor abdominal persistente após a vacinação.

“Muito embora se tratem de ocorrências muito raras, o comité [de segurança da EMA] recomendou que o resumo das características do medicamento e o folheto informativo desta vacina seja actualizado para incluir mais informação sobre estes riscos, em simultâneo com a distribuição de uma comunicação aos profissionais de saúde para os alertar para a possibilidade remota de ocorrência de alterações da coagulação” do sangue dos vacinados, adianta ainda a circular publicada.

Perante isso, a EMA e o Infarmed alertam os profissionais de saúde para estarem atentos à possibilidade de ocorrência de “casos de tromboembolismo, nomeadamente de coagulação intravascular disseminada ou de trombose dos seios venosos cerebrais”, em pessoas vacinadas, especialmente nos sete a 14 dias após vacinação e particularmente em mulheres com menos de 55 anos. com Lusa